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A mostrar mensagens de Março, 2011

Na questão do etanol, entressafra e ajustes macrorregionais são fatores menores

São Paulo é o maior consumidor do combustível etanol, e nem poderia ser de outro modo. Aliás, São Paulo é a locomotiva do Brasil, já anuncia o bordão velho de guerra.

A determinação de preços do produto deve passar por fatores regulamentados mas não pode ficar ao sabor dos interesses da Petrobrás. Essa mesma empresa cujo diretor de relacionamento com investidores, numa reunião em São Paulo, disse a um representante dos pequenos acionistas: "se o senhor não está satisfeito (com a menor remuneração dos papéis) venda as suas ações". Esse diretor tornou-se o presidente da Estatal.

Há vários itens na pauta, safra, disparidades regionais na utilização e taxação, entre muitos outros. Mas uma disputa de interesses tão grande na cabeça mesma do processo só pode mesmo arrebentar no lombo do cidadão brasileiro.

Já está mais do que na hora de a Petrobrás cuidar somente de petróleo. E dar melhores satisfações aos seus acionistas.

Etanol versus gasolina num modelo insano de gestão da matriz energética do País

Os preços do álcool combustível de novo empurram o cidadão para a já conhecidíssima gangorra brasileira. Preço praticamente igual ao da gasolina significa prejuízos elevados para o consumidor brasileiro porque o rendimento dos motores impõe maior consumo.
E o noticiário deixa mais ou menos claro: "No próximo mês, a Petrobras vai importar cerca de 1,5 milhão de barris de gasolina para suprir o mercado doméstico por causa do aumento do consumo no país. Segundo a assessoria da estatal, no ano passado o mercado de gasolina cresceu 16%" informa o portal EXAME.com, que traz ainda:

28/03/2011 | Brasília teve aumento de 9% no preço do álcool em um mês 28/03/2011 | Usinas antecipam moagem de cana para aumentar estoques na entressafra

Em 2010, a Petrobras importou cerca de 3 milhões de barris de gasolina.

Mas se a a periodicidade da safra da cana explica parte do problema, a decisão dos usineiros de produzir mais açúcar para ganhar mais no mercado internacional (decisão legítima num …

A China não pede licença

O texto a seguir, de Denise Neumann, do jornal Brasil Econômico, dá uma boa ideia da importância de o Brasil entender que mudanças precisam ocorrer em bases mais profundas e a maiores velocidades. 
"Em 2000, há apenas seis anos, o Brasil comprou US$ 1,2 bilhão da China, valor quase idêntico ao US$ 1,18 bilhão importado do país asiático em 1997, no auge das importações brasileiras motivadas pelo real valorizado dos anos de câmbio fixo do Plano Real. Naqueles dois anos, as compras feitas na China representaram perto de 2% das importações totais do Brasil. No ano passado, o Brasil importou US$ 8 bilhões da China, quatro vezes mais do que há apenas seis anos - foram quase 9% do total.
"É difícil imaginar que seis anos sejam suficientes para detonar uma mudança estrutural na indústria brasileira, mas quando se ouvem relatos dos processos em curso na China e a comparação com o que ocorre no Brasil, têm-se a impressão de que em breve não sobrará pedra sobre pedra da indústria local.…

Melhores países para negócios mudam para ser ainda melhores

Brasileiros e brasileiras talvez não se preocupem muito com a seguinte notícia:
"Singapore retains the top ranking
on the ease of doing business this year, followed by Hong Kong SAR (China), New Zealand, the United Kingdom, the
United States, Denmark, Canada, Norway,
Ireland and Australia (table 1.2).
Change continued at the top. Among the
top 25 economies, 18 made it even easier
to do business this past year".
A nota acima é parte do relatório 2010/2011 da série Doing Business (DB), do Banco Mundial. A série realiza levantamentos desde 2003 em todos os países que reúnem os requisitos mínimos para figurar como país.
Basicamente, a importância dos levantamentos é indicar quais são os países onde é mais fácil e onde é mais difícil fazer negócios (daí o título em inglês Doing Business).
Entre 183 países o Brasil está na posição 127. Um pouquinho pior do que no ano anterior.
Por isso, a nota de abertura, em inglês, é importante. Diz que "Singapura mantém a posição de líder mundia…

Um link útil para leitura gratuita online, o Dicionário de Comunicação

Trata-se do Dicionário de Comunicação Organizacional. Neste caso, de leitura online gratuita. Mas as demais publicações requerem pagamento, o mesmo das edições impressas.


A questão em cheque não é se deve cobrar ou não. "There's no free lunch". Mas se a transação online é 20 vezes mais barata...


http://www.lector.com/Portal/FlipEx/FlipEx.aspx?uId=4UNoc7A0niI%3d&pId=fxG5HcwNmWo%3d

Para quem precisa entender mais o mercado de capitais

Acompanhe esta série de vídeos educativos, práticos, diretos, bem-feitos. 
http://www.quersersocio.com.br/#/videos

Dados do IBGE sobre mercado brasileiro pedem aprofundamentos

Ainda não se esgotou a importância dos dados revelados pelo IBGE no ano passado sobre fatores que podem ajudar a expandir a compreensão do chamado mercado de trabalho no Brasil.

A seguir, na íntegra, o texto de Cássio Casagrande (cassio_casagrande@hotmail.com):

"No Brasil somente metade dos trabalhadores possui carteira assinada e isso se deve à rigidez da legislação trabalhista". Esta afirmativa, que vem sendo martelada como mantra pelos arautos da flexibilização do direito do trabalho, ganhou ares de verdade inconteste. Porém, uma análise meticulosa dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), recentemente divulgada pelo IBGE, revela que essa "verdade" é apenas o resultado de um mal-entendido repetido à exaustão, quando não fruto de convicções ideológicas preconcebidas. O pressuposto de que apenas um em cada dois trabalhadores do setor produtivo está no mercado formal de trabalho não encontra amparo nos dados da Pnad sobre emprego formal, quand…

E se o twitter tornar-se monopólio?

Duas reportagens publicadas nos últimos dia chamam a atenção a partir dos títulos: 
"Para ficar grande, Twitter busca pequeno anunciante" (Valor Econômico, edição 4 a 8 de março, 2011) e 
"Novas tecnologias nascem livres, viram monopólio. E a web?" (Radar, Estadão, 10 de março de 2011)
A questão é: que papel temos desempenhado, nós, os usuários, consumidores, comentadores, bloguistas, conversistas, paqueristas e tuitistas? 
O jornal Valor publicou a tradução da versão original do The Wall Street Journal,Twitter Big on Smaller Advertisers http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703409904576174711238036694.html?KEYWORDS=twitter+small+ads

Quem desejar ouvir a respeito (em inglês) visite:
http://www.npr.org/player/v2/mediaPlayer.html?action=1&t=1&islist=false&id=5434633&m=5434634