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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2011

Réquiem para Requião

Atitude de Requião é apenas um sinal, digamos fáustico, de uma espécie de raposa em extinção, sinal de alerta, réquiem.

Réquiem é ato solene em que se canta música em forma de atenção aos mortos, seu tom é sonolento e cavernoso. Feita por Mozart é obra-prima. 

Aqui, a homenagem especial deste blog a Requião, símbolo decadente de uma morte anunciada num estágio de país que está morrendo.

Homenagem e, ao mesmo tempo, lembrete, por que Lula, presidente, não via a imprensa de outro modo, apenas não tinha coragem de partir para a agressão física. Mas aquele caseiro da periferia de Brasília talvez possa dar mais detalhes a respeito.

Dilma já revelou o mesmo pendor, não é senhores usineiros?

Na flora de Brasília pululam autoritários do gênero réquiem-requião. Governam à base do autoritarismo como estilo de seriedade e competência, estilo que tem a finalidade única de esconder a falta de competência.

Nova Zelândia, um dos paises mais propícios para se abrir negócios, trabalhar, educar, viver. E (fala baixo) sem bandalheira.

Você deve estar acostumado a sonhar. Sonhar com um serviço de ônibus que leve e traga você como ser humano e não como cavalo fujão ou boi burrão. 

Você talvez sonhe em andar por ruas e avenidas e encontrar as calçadas limpas, o trajeto desimpedido, os pontos de ônibus abrigados. Ah! mas você sonha mais, você sonha com aquelas coisas que não existem em lugar nenhum, certo?
Errado, há coisas que existem (com o perdão da expressão) e funcionam mas que você somente encontrará na ... Nova Zelândia.

Então, vamos dar um pulo até lá. É sonho, mesmo, não é?
Há critérios técnicos que explicam por que esse é o melhor país do mundo para se realizar negócios, pura e simplesmente isso, negócios, abrir uma loja, conseguir um habite-se sem ter de encher o bolso de funcionários públicos corruptos, obter alvarás em tempo normal (no Brasil achamos normal qualquer coisa como 60 dias, para outras coisas achamos normal 244 dias). Temos até quem acredite em avaliação de cem dias de governo.

Os crité…

Usineiros não são santos, ninguém é

Num desses livros de gestão de pessoas, se não me engano da autoria de Stephen Covey, um interlocutor diz a certa altura: "O que você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você diz".

As recentes declarações da presidente Dilma Rousseff a respeito dos usineiros, a propósito da elevação de preços do etanol, estão nessa categoria. Ela acusa usineiros de não colaborar. Transparece até um quê de ameaça. O tom não é de análise, nem parece muito digno numa "fala" de Presidente da República.

Como relatou o jornal Valor Econômico, numa reportagem sem acabamento, as declarações foram dadas em meio a providências ordenadas a ministros de peso na ordem das coisas.

Infelizmente também é o retrato do que ocorre em milhares de prefeituras neste País, do PT incluídas. Nestes casos, a imprensa, por exemplo, é bem-vista se age como "parceira", ainda que o dinheiro que alimenta os bolsos da maioria desses pseudojornais seja de origem pública.

Fontes do mercado, ouvid…

Capitalistas precisam mudar o capitalismo, palavra de um capitalista

Resumi na segunda-feira passada a postura de um conglomerado de representantes industriais (IEDI) sobre a necessidade de o desenvolvimento industrial brasileiro pautar sua atuação na busca de inovação. 
Procurei mostrar que esse grau de organização e de expressão revela um pouco das limitações do próprio Brasil.
Resumo agora as ideias de Dominic Barton, presidente da McKinsey Consultoria, uma das mais importantes do mundo, que revela ter bom conhecimento do Brasil. Segundo ele, o meio empresarial brasileiro detêm 81% de confiança entre os cidadãos brasileiros, um dos mais altos do mundo.
O  texto pode ser lido, em português, na revista Harvard Business Review, editada por Roberto Müller Filho, edição de março de 2011, páginas 50 a 57. O texto original, em inglês, pode ser lido em: http://hbr.org/2011/03/capitalism-for-the-long-term/ar/1
Para começar, Barton cita a crise de 2008 para dar um aparentemente retumbante grito de alerta: nada voltará a ser o que era. Entre 2005 e 2008 ocorreu, …

Estudo do IEDI alerta para necessidade de inovação pautar desenvolvimento do Brasil, mas deixa "risco" na sombra.

Num estudo regular do IEDI (http://iedi.org.br/) entidade, que nasceu como dissidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), algumas linhas de política industrial são apresentadas como pauta básica para ir além dos planos de ação que têm sido postos em prática no Brasil.
Trata-se do estudo "O grande desafio ao novo governo quem vem da inovação", lançado no ínicio de março desde ano. Tem o mérito de insistir num assunto que os anos de governo FHC/LULA viram transitar em várias direções, ora como lobby por menor carga tributária, ora por meros ajustes que, premidos por circunstâncias internacionais adversas, apenas faziam andar de lado o carro da economia brasileira.
O estudo do IEDI tem o mérito de apontar com todas as letras a inexistência "de uma cultura empresarial voltada para a inovação". Mas também faz vistas grossas à ausência de um sólido compromisso de longo prazo do capital com outro tema antigo e ainda tabu no Brasil, o das responsabil…

Menos etanol na matriz energética brasileira por falta de investimentos. Na Espanha, eólica já cobre 21%.

A manchete do jornal Brasil Econômico, edição 402, vem confirmar parte das suspeitas sobre a gestão da matriz energética do País. Segundo o jornal, em manchete de primeira página, não está havendo investimentos em novas usinas.


Em bom português, enquanto o governo Lula cantava aos quatro cantos do mundo e dos submundos da mesopotâmia que o Brasil não trataria suas riquezas de modo a empobrecer o povo brasileiro, a realidade era outra, a de descaso mesmo, sendo, o etanol sujeito às subidas e descidas derivadas das variações das commodities no mercado internacional, caso agora do açúcar.


Numa economia livre é parte do jogo, por parte de quem produz, jogar segundo os interesses imediatos. Mas uma matriz energética é mais do que um jogo de commodities. Requer ação estratégica e marcos definidos para o longo prazo.

Eólica chega a 21% da matriz energética espanhola

Como informa o mesmo Brasil Econômico, página 23, pela primeira vez na história, o índice de participação de energia eólica (vent…