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Estudo do IEDI alerta para necessidade de inovação pautar desenvolvimento do Brasil, mas deixa "risco" na sombra.

Num estudo regular do IEDI (http://iedi.org.br/) entidade, que nasceu como dissidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), algumas linhas de política industrial são apresentadas como pauta básica para ir além dos planos de ação que têm sido postos em prática no Brasil.

Trata-se do estudo "O grande desafio ao novo governo quem vem da inovação", lançado no ínicio de março desde ano. Tem o mérito de insistir num assunto que os anos de governo FHC/LULA viram transitar em várias direções, ora como lobby por menor carga tributária, ora por meros ajustes que, premidos por circunstâncias internacionais adversas, apenas faziam andar de lado o carro da economia brasileira.

O estudo do IEDI tem o mérito de apontar com todas as letras a inexistência "de uma cultura empresarial voltada para a inovação". Mas também faz vistas grossas à ausência de um sólido compromisso de longo prazo do capital com outro tema antigo e ainda tabu no Brasil, o das responsabilidades sociais.

Fique claro. Responsabilidade social empresarial não quer dizer transformar a empresa em centro de caridade nem assumir funções de um Estado/Governo incompetente. 

Por que o Estado somos todos. E se o Estado brasileiro é de uma incompetência desesperadora isso nos deixa a todos com a responsabilidade de, por exemplo, fazer surgir um projeto educacional que coloque a responsabilidade do aluno nas costas do aluno e a do professor nas costas do professor.

As empresas têm, sim, enormes desafios. Os empresários brasileiros, têm, sim, enormes capacidades. E o Brasil tem, sim, enormes entraves, cumulados todos no já enfadonho "custo Brasil".

O discurso por uma postura empresarial voltada para a inovação num cenário mais livre para o comércio não é novo e o IEDI sabe disso. Curiosamente, o estudo deixa meio na sombra um termo fundamental, inerente à atividade empresarial e comercial, a do risco. Também chama de problema sistêmico um problema eminentemente empresarial, o de conhecer os vários programas e meios de obter recursos e apoios financeiros para projetos que se voltam à inovação. É a empresa que precisa ter pessoal capacitado para analisar o mercado e com ele estabelecer relações.


Fica um "cheiro" de compadrio, de um hábito antigo, passar a mão na cabeça de quem não se prepara para competir.

Numa livre economia o risco é fator tanto de lucro, a partir de projetos bem-nascidos, que evitem custem reversos, (com a diluição no preço final de elevadas margens de erros e incompetência) quanto é fator de prejuízo, geralmente muito maior do que aquele assumido pela empresa, pois que representa também desemprego, reparos de várias ordens, imagem institucional abalada por muitos anos.

A tudo isso o governo federal precisa se posicionar e responder. Mas as últimas ações na Vale do Rio doce, que se iniciaram com Lula e prosseguem intocadas sob Dilma, dão mostras de que está em curso no Brasil dois movimentos de sentido contrário e de interesses conflitantes. São projetos políticos que não conseguem se expressar claramente diante dos olhos dos cidadãos. O modelo da Petrobrás é truculento e esconde mais do que revela. Será adotado na Vale. Quanto custará ao Brasil?

IEDI e outras entidades poderiam começar a rascunhar esse tipo de cálculo.

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