Menos etanol na matriz energética brasileira por falta de investimentos. Na Espanha, eólica já cobre 21%.

A manchete do jornal Brasil Econômico, edição 402, vem confirmar parte das suspeitas sobre a gestão da matriz energética do País. Segundo o jornal, em manchete de primeira página, não está havendo investimentos em novas usinas.


Em bom português, enquanto o governo Lula cantava aos quatro cantos do mundo e dos submundos da mesopotâmia que o Brasil não trataria suas riquezas de modo a empobrecer o povo brasileiro, a realidade era outra, a de descaso mesmo, sendo, o etanol sujeito às subidas e descidas derivadas das variações das commodities no mercado internacional, caso agora do açúcar.


Numa economia livre é parte do jogo, por parte de quem produz, jogar segundo os interesses imediatos. Mas uma matriz energética é mais do que um jogo de commodities. Requer ação estratégica e marcos definidos para o longo prazo.

Eólica chega a 21% da matriz energética espanhola

Como informa o mesmo Brasil Econômico, página 23, pela primeira vez na história, o índice de participação de energia eólica (ventos) na matriz energética da Espanha chegou a 21%, tendo gerado 4.738 GWh, significando ainda uma economia de R$ 600 milhões, pela menor necessidade de importar petróleo.


Mais ainda: segundo os cálculos de autoridades locais, evitou-se despejar no meio ambiente cerca de 1,7 milhões de toneladas de monóxido de carbono. No conjunto, a matriz energética espanhola já comporta 42% de renováveis.


O governo brasileiro precisa visitar mais a Espanha e menos a Mesopotâmia.



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