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A mostrar mensagens de Agosto, 2011

Twitter é o que fazemos dele, mas, na prática, é central de repetição de notícias. No sábado, vira terapia

Por Lucas Echimenco
Na faculdade, no fim dos anos 70, estudávamos as grandes mentes da comunicação. Professores brilhantes espremiam na unha do conceito a herança deixada pela propaganda nazista. Embalados pelos parteiros da Escola de Frankfurt, ofereciam sua bagagem na arte de fazer compreender a Dialética do esclarecimento, de Adorno e Horkheimer, obra que prometia flagrar a válvula do convencimento entrando em ação na cabeça das pessoas.

Há sempre uma ilusão na arte de ensinar. E a maior recompensa talvez seja, talvez fosse, a procura por simplesmente abrir uma inquietação na cabeça de quem vê e ouve, o aluno, o ouvinte (ontem), o telespectador, o blogador, o tuitador (hoje). Os professores pareciam sentir prazer com essa ilusão, mais do que com a sua declarada missão.

Twitter, central de notícias

Hoje, sou, somos, o fruto daquela ilusão e daquela missão. Não sei se entendi direito a dialética, a hermenêutica e apedêutica (palavra que não existe mas que deve significar o conjunto de…

O humano além do humano

Por Antônio Carlos Roxo, coordenador do Curso de Comércio Exterior e Negócios Internacionais e membro fundador do Grupo de Estudos de Comércio Exterior do Unifieo – Geceu.


Na 9ª  Festa Literária de Paraty (FLIP) , encerrada dia 10, uma das mesas mais interessantes com o tema do título deste artigo, reuniu Miguel Nicolelis, neurocientista considerado como um dos grandes deste século, e Luiz Felipe Pondé, filósofo, professor e colunista da Folha de São Paulo. 
Foi um embate interessante.
Em seus experimentos Nicolelis conseguiu que os cérebros dos primatas se libertassem da pressão dos corpos, o que abre um infinito de possiblidades de avanço da ciência. Aurora, o primata utilizado, passou a entender que era possível libertar o cérebro do corpo. E mais, não só foi possível emitir sinais elétricos do corpo para o artefato robótico como este remeter sinais diretamente para o cérebro de um primata.
Tendo Santos Dumont como exemplo de utopia e realidade, Nicolelis citou uma passagem da vida de S…

Better not look down /Melhor não olhar pra baixo (se você quer continuar voando)

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A música antiga e bem-humorada de B. B. King.
I´ve been around and i´ve seen some things  
                  Eu tenho rodado e visto cada coisa
People moving faster than the speed of sound  
                  Pessoas indo mais rápido que o som
Faster than the speeding bullet                     
                 Mais rápidas que uma bala
People living like superman                          
                 Pessoas vivendo como o Superman
All day and all night                                        
                 O dia inteiro e a noite toda...
And i won´t say if it´s wrong or if it´s right
                 Eu não posso dizer se isso tá errado ou tá certo
I´m pretty fast myself 
                 Eu mesmo vivo rápido demais
But i do have some advice to pass along      
                 Mas eu tenho, sim, um conselho
Along in the chorus of this song                
                No refrão desta canção (que diz):

Better not look down                        
                Melhor não olhar pr…

Um último silêncio para WineHouse

Ela tentou mas não conseguiu ser ela mesma.

Teremos sempre de lamentar e sofrer a dor do humano que se fez trapo humano. Por que fez o caminho que qualquer um de nós poderia ter de encarar. Não diretamente, mas filhos e amigos dos filhos não são o que se espera que sejam. Serão o que conseguirem ser. Farão, no caminho em que estiverem, qualquer que seja, muita coisa que não pensavam nem pretendiam fazer.

Talvez levem a vida toda para descobrir o que poderiam ter feito e o que não deveriam ter feito. Talvez nunca saibam de um alquimista, do tempo de Avicena, que velho e cansado, depois de passar a vida procurando a fórmula milagrosa que os cultos à natureza fizeram crer possível, disse que seu maior desejo era precisamente morrer. Sem ilusões e sem milagres.