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A mostrar mensagens de Outubro, 2011

O petismo, a imprensa e você

Todo fim de palavra chama-se sufixo. É aquele "ismo" que aparece quase sempre sem muito critério.

Petismo, por exemplo, deveria ser simplesmente um indicativo de quem segue o PT.
Virou praga, palavrão, assim como militante, se for da UNE tanto pior (o militante, claro, por que a UNE não vale nada faz tempo).

Vai ficando claro que o combate à imprensa por parte do PT e de seus subprodutos todos, dos subpartidos aos superprotegidos, deixou de ser ideológico, virou tapa-olho.

Tapa-olho que eles colocam, conforme a conveniência, em mim, em você, no seu cavalo e no seu cachorro vira-lata.

Quando interessa ao PT, eles usam tapa-olho na forma de dossiê destinado à imprensa, geralmente um grande jornal ou uma grande revista.

Quando não interessa, eles chamam o tapa-olho de faxina, porque faxina a sério só a dona Clotilde é que faz lá na casa dona Milonga. E aí chamam a imprensa de PIG (partido de grande imprensa, mas que em inglês significa "porco"). Até nessa hora revela…

Big Brother Designed

O link a seguir é de um portal que promove uma salutar lembrança, a de que podemos estar sendo pilotados pela noção de design, quando deveríamos estar pilotando a dita cuja.

http://ingraxa.eu/?p=137

Faxina brasileira, reescrevendo o dicionário

Faxina é uma atividade.

Faxina é uma gíria.

Faxina é um símbolo.

Faxina é para inglês antigo ver e para inglês moderno fazer de conta que não viu.

Faxina é promessa, mas se for promessa típica de calendas gregas deve ser acompanhada de sinais.  Pois que calendas gregas nunca existiram, daí a expressão ser usada a algo que nunca será feito.
Guilherme de Baskerville dizia que uma expressão sardônica deve acompanhar as expressões gerais da pessoa que fala, a qual deve deixar no ar um quê farsesco, caso contrário será levada a sério e cobrada a sério.

Faxina é uma mentira no Brasil, em Portugal é expressão atribuída aos vurros, ganhando lá um sufixo desonhonroso, pois no dito atribuído lá dizem que cá vivem os faxinosos, que somos nós mesmos.

Faxina é, portanto, falas ao vento, podendo até ser prêmio a partidecos que se locupletaram à custa do dinheiro do contribuinte e depois ainda ganham um deputado-ministro, um pouco menos medíocre do que aquele Silva que se perdeu, não estando arrolad…

Esse Eduardo toca no ponto, sempre

"Karl Marx dizia que a administração é gerida pela lógica da impotência. Quanto mais impotente, mais administrativa a mediocridade se torna, e mais puxões de orelha absolutamente inaceitáveis estamos sujeitos a levar".


E Eduardo Vianna ainda por cima resgata o melhor de quem já conturbou, e deveras deveria ter conturbado mesmo, a falsidade da noção de paz mundial, que paz é uma construção, desejada sempre, mas sempre em percurso, sempre um ninho por remontar, reparar, fortalecer, para quem sabe acolher apenas nosso infante sonho de humanidade.

Morto pelas vinhas da ira

A música postada em vídeo na coluna ao lado nasceu num contexto diferente e fala do poder que se assenta sobre castelos de areia.

Deveria ser apenas trecho da história porque os grandes castelos reais já estão tombados e mortos pelo esquecimento.

Os castelos que permanecem são mantidos com a morte de quem se nega a ouvir e calar.

Quem testemunhou a Queda da Bastilha, em 1789, teve a nítida sensação de fazer história.

Pois ontem um povo destronou um desses "reis dos idiotas" de que fala a música Détrône le roi de cons (Tirem do trono o rei dos idiotas), um rei morto pelas vinhas da ira.

É claro que me refiro ao livro Vinhas da ira, de John Steinbeck, apesar do contexto diverso mas igualmente sórdido.

Claro, outro contexto, outro país, mas a mesma motivação básica pulsando debaixo da pele.

A morte como mensageira de uma forma de libertação.

É apenas o começo.

O rei que idiotizou milhares de pessoas também as tornou amantes das armas.

Novas vinhas estão a caminho.

Eduardo Vianna, de novo

No forum da comunidade Scribus, um segmento do Linux, por exemplo, hoje a conversa foi toda política, com o professor Eduardo Vianna sendo mais uma vez brilhante. Ele disse que se não houver um debate político mesmo nos fóruns técnicos, então ninguém entendeu o próprio espírito do movimento em prol do software livre. Na mosca.

E sou obrigado a citá-lo na íntegra, de novo e com renovado bem-estar:


""Em 20 de outubro de 2011 01:03, Eduardo Vianna escreveu:

"Complementando o que você escreveu, José, eu sinto um certo mal jeito em ralação aos assuntos culturais em geral, esse é um dado da nossa época. Temos todo o direito de nos referir às questões concretas do mundo e do nosso país se somos adeptos do software livre, entre muitas outras coisas porque CULTURA é isso aí. A propóstio, nós supostamente defendemos uma coisa chamada cultura livre, eis aí um pormenor relevante para a consideração dos fiscais do que aqui se discute.

"Se acham que estou fora de foco, procurem …

Deseducação ambiental em Osasco

Esta bobagem foi escrita no portal da Prefeitura de Osasco: "Universitários do curso de Logística da Unianhanguera se uniram, no dia 17 de outubro, aos dirigentes da Associação de Moradores do bairro Helena Maria, realizando um mutirão para captar óleo de cozinha usado, com o intuito de orientar os moradores sobre o descarte correto deste resíduo, um grande poluidor do meio ambiente"

Faz tempo que a gente sabe que óleo de cozinha, novo ou usado, não é poluidor do meio ambiente, por que é um produto inteiramente biodegradável. Somente uma secretaria que se diz de meio ambiente mas faz jardinagem e cuida de borboletas pode cometer uma deseducação ambiental desse nível.

Nem tudo está perdido

Participando de um fórum sobre o uso de uma ferramenta chamada Scribus, um produto do conceito de código aberto chegou-me, por email, um texto que renova a minha esperança na humanidade.

Exagero, é claro, e mais que isso. Transcrevo a seguir uma correspondência que saiu de Eduardo Vianna (Eduardo Vianna <hombresdelmar@gmail.com>) em direção ao professor Franciscarlos Santos Soares (prof.franciscarlos@gmail.com

Vou quebrar o protocolo e divulgar o trecho inteiro, que o mundo anda de estorvo, de agouros ambientais e reprimendas às nossas atitudes, nossas necessárias tentativas de melhorar o chão que nos sustenta.

Pois Eduardo merece esta homenagem. Abraço a ele e a Francisco, que fizeram-me reviver o dito de Caldwell a seu assistente quando examinavam o terreno onde, num dia remotíssimo, Roma destruiu Cartago. Ele disse, "diga-me que existam dois homens que queiram fazer florir o deserto, ao menos dois, e eu morrerei feliz".
Nada encontrei na internet sobre o velho Caldwel…

O preço que pagamos

O Brasil já viveu dias assim, mas apenas na espécie de fenômeno, o da corrupção generalizada, do salve-se quem puder, e esse quem é você e sou eu.

Antes era "fora Figueiredo", "fora Collor" num rompante que unia milhares de pessoas, principalmente aquelas que somente tinham a opção de permanecer em silêncio.

Mas esquecemos que numa boa democracia precisamos mais do que partido político e de homens e mulheres neuróticos verbais que canalizem nosso anseio. Ambos são parições de um mesmo enleio.

Mas a gritaria toda cansa. Foi o cansaço que elegeu Lula. E aquilo que nascia junto, a militância, era um meio de crescimento, de constituição de cidadania.

Esperamos demais de quem tem pouco mais que neuroses como território de desempenho.

Em alguns cantos, vozes abafadas já ensaiam ferocidades, enquanto na ribalta dos partidos políticos o crime organizado, encomendado, precificado, já é ordem do dia.

O que Lula parece ter entendido é que há uma enorme massa de gente que conc…

Idiotices idiomáticas

Marina Silva diz faltar "protagonismo" ao governo no combate à corrupção. Marina adora usar essas idiotices idiomáticas para posar de mito. Outras idiotices virão. Talvez num misto de ambientalismo oportunista com mistificação religiosa populista, cruzamento de pastor com papagaio.

Coisas demais para pensar

Não há muito a fazer, apenas continuar vivendo.

Parece que nos tornamos um novo velho México, não temos o PRI, corrupto e nacionalmente dominante de los hermanos do quase norte, do quase moderno, por que o México é vizinho dos Estados Unidos e está cercado de atenção pelos últimos negócios do mercado olímpico.

Mas temos o PT que foi chegando ao poder à base de bravatas. E à custa de um povo cansado de ter de fazer no grito aquilo que os políticos são pagos para fazer sentados, bem apartamentados em moradias mais que funcionais, com bolsas e jetons mexicanos.

Agora, é tarde. É preciso pensar na faxina de araque que nos vendem, no Brasil que deu certo porque eles querem o slogan na próxima campanha, na educação piorante, militante e por que não dizer aconchegante, nos ministros medíocres e corruptantes, na presidente insossa da falsíssimo garbo, nas secretárias de programas contra a discriminaçao que exercem seu primitivismo chulé cheio de botox.

Coisas demais para pensar. Nada a fazer.…

O Século do Homem Comum

O ex-presidente Lula não deve ter lido Henry Wallace. Nem deve sentir-se obrigado a. Mas o ex-presidente e atual candidato à Presidência do Brasil deveria, ao menos, saber que em 1943 o então vice-presidente dos Estados Unidos, Henry Wallace, lançou um livro, que tinha como título O Século do Homem Comum.

Wallace era vice de Franklin Roosevelt, o presidente que implantou o New Deal, uma espécie de pacto social para a reconstrução que acabou sendo mundial, não somente dos Estados Unidos. Em 1943, é sempre bom lembrar, o mundo estava no meio da Segunda Guerra Mundial.

Os americanos mal haviam saído da Grande Depressão, que teve seu ponto mais dramático em 1929, com enormes prejuízos e desgraças pessoais em profusão. Uma grande e inesquecível prova de fogo do capitalismo. Desde então, o mundo viu nascer e morrer candidatos de topos os tipos, mas a percepção de Wallace foi, e é, imbatível. Escrevendo num tempo em que os intelectuais mostravam-se tão propensos "à infecção ideológica&…

Tempo, amor, memória

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Por Lucas Echimenco

Sabe esse fenômeno que eu e você temos de vez em quando, algumas pessoas sempre, e a maioria nunca? Aquilo que passa num instante de inspiração ou de ação prática mesmo, que parece ter sido criada ou estimulada de algum lugar do além?


O título acima, Tempo, amor, memória, é também o título de um livro.

Mas não se trata de um romance. 
Nem de um best-seller.


Não vou gastar seu tempo fazendo elogios ou recomendando a leitura.


Cito apenas o trecho da página 123 e espero que, se for do seu interesse, você procure por mais:


"Qualidades que as pessoas sempre tinham visto como pairando de algum modo sobre o corpo, separadas do corpo, como se pertencessem ao reino do espírito e não ao da carne, como se fossem sobrenaturais, podiam ser mapeados bem ao lado de qualidades mundanas quanto o pigmento dos olhos".


Notou, evidentemente, que se trata de um livro científico, ou seja, analisa e contextualiza achados da ciência, sem mistificar muito e sem prometer demais.


O autor se…

O nome dele é trabalho, Jobs.

Quando eu nasci um anjo safado disse: atenção, não vá querer ser gênio, basta saber que você está nascendo no mesmo ano de Steve Jobs. E eu levei o anjo a sério, aquele ordina salafra boquirroto. E ainda ganhei nome de governador. O anjo riu até morrer. E foi pro inferno.


Depois vieram outros gênios e outros anjos, naturalmente.


Os verdadeiros anjos são polilongevos, transmidiáticos, traduzem para o século humano aquilo que ninguém verá em século nenhum. 


Os verdadeiros gênios usam jeans e camiseta, traduzem para o vestuário a indiferença da areia que escorre ampulheta abaixo.

A tradução está na postagem logo ao lado

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MÊME PAS PEUR - PATRICK SÉBASTIEN



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