O jornal impresso é nosso fetiche mais assumido


Novas histórias, textos mais analíticos, pautas mais completas. Esse rol de atributos já foi a pauta dos jornais nos anos imediatamente seguintes ao advento das redações informatizadas. E ainda está por ser cumprida, sempre estará.

Talvez a chave para uma reposta mais profunda esteja nos livros de Umberto Eco. Escrevendo para poucos, tornou-se mundial, graças ao cinema. Uma técnica servindo a uma arte e vice-versa.

Os jornais em papel continuarão sendo o fetiche da espécie humana, o amuleto resguardador da memória ram de nosso dia a dia. Ainda não consigo ler um livro em PDF. Posso baixá-lo, como já fiz, mas tenho de imprimir.

O jornal impresso sobreviverá talvez num formato mais interessante, num papel melhor e numa formatação "apaixonante".

Mas não precisará de tanto. Nossa mente tem seus próprios mitos, como o jornal que a gente leva para a praia e não lê, que fica lá, no canto, apenas para estar lá, "apportant avec eux des idées vagabondes aux reflets de ciels bleus de mirages"...