Sócrates, o filósofo, desafiou nossa modernidade eletrônica. Sem saber?

A respeito do encontro de dois mitos, da palavra escrita e da mente humana diante do conhecimento (e sua pobreza e riqueza nas redes sociais):


"Se os homens aprenderem isso, o esquecimento será instalado em suas almas...Eles cessarão de exercer a memória e serão seres esquecidos, confiarão apenas no que está escrito e trarão as coisas à lembrança não mais de dentro de si e de seu conhecimento, mas com o auxílio de sinais exteriores... O que inventaste não é um remédio para a memória, mas apenas para o lembrete. E não é verdadeira sabedoria o que ofereces a eles, mas apenas mera aparência dela, pois, aos lhes transmitir coisas sem ensinar nada, você fará com que se considerem homens de grande saber, embora sejam em sua maioria ignorantes em relação a tudo. E, como homens repletos não de sabedoria, mas da pretensão da sabedoria, tornar-se-ão um fardo para os demais".

O texto acima tem mais de 2 400 anos (de vida). É o relato do Fedro, de Platão. Narra um diálogo entre dois homens, Lísias e Sócrates, o qual remete a outro diálogo (o texto acima) entre Thot, o inventor da escrita, e Tamus, rei do Egito.

Sobre Platão: http://www.suapesquisa.com/platao/

Se quiser ir mais fundo, visite o link abaixo:




Comentários

Lucas Echimenco disse…
Nos tempos modernos esse "homem-máquina" já foi revisto por Deleuze. Leia Deleuze.

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