Compramos santidade

A abertura de investigação para esclarecer a participação do ex-presidente Lula em ilícitos já vem tarde. Assim como obras dos metrôs brasileiros, o ainda quase processo avança lentamente e sujeito a embromações, desvios e acobertações.

Deixará de fora Rosemary e seus comparsas amestrados? E estes serão tratados como cúmplices e sócios ou como parceiros e testemunhas (suspeitas)?

A história do Brasil vai mesmo mudar de endereço. Dilma é apenas o endereço do interesse momentâneo de quem tem muito a esconder. Ministérios "faxinados" que recebem verbas do tipo "tome aí e cale a boca" serão sua marca de governo, aprovado por ampla maioria pública que prefere acreditar nas aparências.

Na política, ensina o velho Bobbio, tudo é aparência. O problema não está nisso, nem na evidente condição de interessados desvalidos que alcançam as casas do poder para mudar de vida, que isso todo mundo quer.

O problema é que há um país que não tem outro caminho, nenhum país tem. Apelar aos militares ou a seus substitutos fardados por dentro é um engano, que faz atrasar ainda mais o estado geral da geleia geral que parece ser a grande vocação deste país, como diria o sujeito que agora começa (?) a ser investigado e que chegou ao "puder" vendendo-se como santidade.

Compramos santidades, esse é o nosso problema.

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