Distorção mental em massa. O fenômeno antigo do viés cognitivo


Não é algo novo. É, na verdade, um hábito humano. E já se sabe que todo procedimento arraigado, como acreditar em Deus, tem a força do hábito. 

Mas a coisa parece, hoje, ter tomado proporções maremotonianas ou tsunâmicas ou mensalônico-lulalianas.

Típico do ato de pensar e escrever, mas como algo a ser notado, repensado e exposto à crítica.

Cometemos isso todo dia, por isso corro atrás da corrigenda. E procuro variar bastante as fontes de informação. 

Senhoras e senhoras, com vocês, o viés cognitivo, direto do coração da wikipedia:


Um viés cognitivo (ou tendência cognitiva) é um padrão de distorção de julgamento que ocorre em situações particulares, levando à distorção perceptual, julgamento pouco acurado, interpretação ilógica, ou o que é amplamente chamado de irracionalidade. Implícito no conceito de um “padrão de desvio” está também o objeto de comparação, ou o que é esperado; isso pode ser o julgamento de pessoas que estão fora das situações em específico, ou pode ser um aglomerado de fatos verificáveis independemente. Uma lista longa e em constante crescimento de vieses cognitivos tem sido identificada nas últimas seis décadas de pesquisas acerca do julgamento humano e tomada de decisões na ciência cognitiva, psicologia social e economia comportamental.
Vieses cognitivos são instâncias de um comportamento mental evoluído. Alguns são presumidamente adaptivos (resultado do processo de adaptação do ser humano), por exemplo, visto que levam a ações mais efetivas em determinados contextos ou possibilitam decisões mais rápidas quando estas são de maior valor (conhecidos como heurística). Outros presumidamente resultam de uma falta de mecanismos mentais apropriados (racionalidade cerceada), ou simplesmente de falta de clareza mental ou distorções de mesma natureza.

Tome, por exemplo, os petistas que ficaram sem discurso, sem o exemplo prático, e foram pegos de surpresa pelos dólares na cueca do irmão daquele moço que se esconde na Comissão de Constituição e Justiça. Ou pegue os petistas que ficaram descontentes mas disseram que não tinham outra opção. Ou pegue o Mercadante que resolveu ficar sempre de joelhos, bastando apenas que Lula mande. Viés cognitivo meu filho!

Quer ver o resultado prático e inegável em nosso medíocre cotidiano. Leia isto: http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2013/05/03/leitores-que-nao-sabem-ler-humanos-que-se-acham-deus-confusao-entre-jornalismo-e-terapia-e-a-minha-mediocridade/


Quer entender mais sobre os hábitos, a força de procedimentos que nos levam a acreditar em Deus e suas variações (já notou que o Deus do Velho Testamento é bem diferente do Deus do Novo Testamento?)

Leia o livro O Poder do Hábito, de Charles Duhigg. Há livros mais profundos, como História do Medo no Ocidente, de Jean Delumeau. Mas, somados, são 1.100 páginas pela frente. Boa leitura.





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