Um governo ruim é oportunidade para um país melhor


Aproveitem bem a ruindade desse final antecipado de governo, pois mesmo chegando até a próxima eleição sem nenhum outro arranhão, o governo Dilma está morto, aliás é natimorto (nasceu morto).

E tomem cuidado para não cair na armadilha publicitária que faz você acreditar que o governo sempre foi bom, mas os paspalhos dos cidadãos não tinham percebido.


Nosso procom é o voto


Essa armadilha é montada assim.

Primeiro ato: chi, deu merda, o povo tá na rua reclamando de tudo e mais um pouco.

Segundo ato: a gritaria acalmou, um gaiato ouve outro gaiato dizendo a quarto gaiato que o ônibus que liga Parafuné a Vivaldilândia melhorou muito e que o guverno trabalhou bem.

Terceiro ato: marqueteiro escreve na propaganda para todo o Brasil: Governo Dilânida melhora eficiência e já é aprovado por maioria absoluta nas pesquisas de intenção do povo de cometer novas cagadas.

Porque somos um povo que adora cometer cagadas. Quem colocou no parlamento uma centena de corruptos reconhecidos internacionalmente? O seu voto, cidadão.

Então, hoje, julho de 2013, o governo fez de tudo para convencer você de que o leão é manso. As contas públicas, para as quais você não liga, fazem de tudo para a inflação chegar a dois dígitos no final do ano. Só não chegaram lá ainda por causa das maquiagens, contra as quais ninguém foi à rua ou ao bar.

Mas é precisamente debaixo de um governo ruim que o país pode melhorar, não porque tenham conseguido hospitais padrão Fifa ou educação padrão básico que funciona bem.

Nada disso. Se o Brasil vai sair melhor deste 2013 é porque somos uns paspalhos desconfiados. Antes éramos paspalhos conformados com qualquer índice de popularidade que mostrasse o Lula da Silva na condição de santo intocável, milionário da Silva, embusteiro da Silva, como sempre foi.

E falta ver se o voto eletrônico vai ser nossa conquista ou nossa perdição. Por ora, tal voto é mantido por um poder tirânico assumido sem meias palavras pelo Judiciário Eleitoral, que hoje é um golpe contra as instituições.

Mas você está preocupado com isso? Duvido.

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