Comemoremos o luto institucional de um tribunal

O voto culto, ingênuo e esperado: ficou clara, enfim, a estratégia da banca milionária que defende Lula, o primeiro maior beneficiado, e o PT, o segundo maior interessado, porque é o conglomerado de legendas alugadas a partir do qual o primeiro operou.

Celso de Mello deu um voto brilhante e se percebeu que seu voto era exatamente o pedaço perfeito que os mensaleiros esperavam fez de conta que não viu. 

Pelo menos três juízes, respeitada a noção defendida por Mello ontem, deveriam ter-se declarado impedidos de votar. Mas nisso Celso de Mello não pensou. 

Assim, o quarto voto, manobrado naquela fase do julgamento, nos trouxe a isto que vivemos hoje. Brilhante, Celso de Mello, brilhante. E nem vamos falar, agora, de Barroso e seu contrato sem licitação com a União, com a caneta da subgerente Dilma, que lhe fez chegar aos bolsos 2 milhões de reais.

O conjunto de chicanas dos mensaleiros funcionou lindamente, lindamente. Mas isso não conta, né. Parabéns, Celso de Mello. 

Comemoremos o luto institucional de um tribunal.

Mas será bom lembrar que, enquanto lamentamos a desqualificação da mais alta corte de (in) justiça deste país, os mensaleiros ainda têm algumas cartas chicaneiras na manga...

Obrigado Celso de Mello, muito obrigado.

Leia mais no link abaixo:
Reynaldo-BH e o MENSALÃO: "O Brasil perdeu..."

E se você quer explicar ao seu filho o que são os embargos infringentes, veja:


- É o seguinte: imagine que nossa casa seja um Tribunal e que quando alguém erra, é julgado e todos podem votar! Um dia, por exemplo, o papai comete um deslize: é pego traindo sua mãe com 3 prostitutas. Eu irei a julgamento. Sua mãe, a mãe dela, o pai dela, sua irmã mais velha, você e seu irmão mais velho, votam pela minha condenação. Meu pai, minha mãe, o Totó e a Mimi, nossa gatinha, votam pela minha absolvição.

- Tá pai, mas aí você é condenado, não?

- Sim, fui. Aí é que entram os tais dos "Embargos Infringentes", meu filho. Como eu ganhei quatro votos a favor da minha absolvição, tenho direito a um novo julgamento.

- Mas pai, no novo julgamento todos vão votar do mesmo jeito.

- Não, se eu tiver trocado a sua mãe, o pai dela e a mãe dela pelas três prostitutas...


 

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