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A mostrar mensagens de 2014

Os lençóis de Abreu e Lima

Quem leu atentamente o noticiário sobre os resultados da investigação interna da Petrobras sobre Venina Fonseca deve ter notado algo claramente: os problemas dela começaram quando da pressão que ela fez para que as obras de Abreu e Lima fossem aceleradas para a eleição de 2010. A quem beneficiaria a entrega da obra em tempo mais curto? Como se sabe Abreu e Lima fica em Pernambuco. Havia uma candidata e um candidato? Ela aparece, tem número, receberá votos. Ele receberá o quê, além do poder que detém desde sempre para convidar trabucos e trabucados?

Um cenário hipotético para um mundo real: alguém, graúdo, terá percebido na pressa mais uma chance de “fazer” dinheiro sem saber direito que pito Venina pitava? Ou achava que pitava do mesmo pito também? O então beneficiado pela inauguração da refinaria teria sabido de tudo? Se soube, debaixo dos lençóis de Abreu e Lima, deve ter recomendado algo típico no mundo político há milênios, resumido na frase: “documente tudo”.

Quantas pistas indicam…

A escolha de Venina

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Por Lucas Tchermenko

Venina Fonseca pode ter sido escolhida a dedo para entrar na história como a salvadora da Petrobras. Parece estar em curso um figurino que tende a proteger Dilma e Lula.

A sequência de entrevistas, no ritmo de uma "pop star", com direito a 27 minutos do Fantástico, parece ser apenas uma das pontas de um jogo complexo, tão complexo quanto o esquema de desvios, roubos e falcatruas que hoje são a marca da empresa.

Venina parece estar promovendo uma espécie de movimento sindicalista “soft”. Começou de forma muito sutil, cresceu na entrevista da Globo e deve ganhar novos momentos nos próximos tempos. “É preciso que mais funcionários digam o que sabem”, disse ela, levando a argumentação de forma precisa e muito concatenada para um “chamamento” para salvar a empresa.

E quem sempre foi a cabeça sindicalista nos governos do PT desde o primeiro dia de Lula? Um apelo sindicalista pela base agora não funcionaria. Um sindicalismo “soft” é o único meio de as informações c…

Política é profissão?

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Por Salvatore D' Onofrio

“Só os visionários enxergam o óbvio” (Arnaldo Jabor)



O jornalista Arnaldo Jabor relata a seguinte confidência feita-lhe pelo dramaturgo Nelson Rodrigues: se Deus perguntar para mim se fiz alguma coisa que preste na vida para entrar no céu, responderei: “Sim, Senhor, inventei o óbvio”. Infelizmente, a maioria da população, incluindo pretensos filósofos, cientistas ou artistas, não enxerga a realidade das coisas que estão ao alcance de um simples olhar inteligente. Seguindo o instinto gregário, o povo se alimenta do caldo cultural em que foi criado, sem pensar sobre a possibilidade da mudança de uma realidade que nos faz sofrer.

É tão difícil tomar consciência de que o bem estar social não está na dependência de ídolos religiosos ou líderes políticos? Transporte coletivo eficiente e barato, educação em tempo integral, assistência médica, dentária e hospitalar satisfatória, segurança pública, são obrigações do Estado e não favores dos governantes, p…

A pérola do ministro

"E não importa o Congresso derrubar o decreto da presidente porque a participação popular vai continuar". Com Gilberto Carvalho é assim, ou dá ou desce.

Comissão dos desocupados está muito preocupada com o rancor dos outros

Comissão vai arrumar o que fazer rastreando a vida dos outros. Ficaremos com a tarefa de rastrear a comissão?

Temos paciência demais

Intelectuais de esquerda criam manifesto pedindo coerência de Dilma no segundo mandato. Mas houve isso no primeiro? Pior, esqueceram todo tipo de falcatrua ou isso é apenas normal por serem de esquerda mais do que festiva?

PT traz de volta ao Brasil a cultura do casuísmo que os militares inventaram

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Houve um tempo em que o PT criticava, dia e noite, os "casuísmos" democráticos. Começou com os militares e se alastrou no governo Sarney. Tudo era casuísmo. Hoje, o Brasil é a república do casuísmo. Exatamente o que o PT prometeu acabar.

Um petista falando de casuísmos

"Um exemplo nítido dos casuísmos “democráticos” é o das “medidas provisórias”(MP) estabelecidas pela Constituição de 1988. As “MP” foram concebidas,segundo se diz, seguindo exemplos italianos, para que o Executivo pudesse enfrentar situações de urgência e circunstâncias excepcionais. A ratificação (ou recusa) do Congresso viria depois. O que significa que as “MP”, mesmo atendido o espírito da lei que as criou, implicam, desde logo, um grave risco, pois sua ratificação (ou recusa) teria que vir quando suas iniciativas já estariam em execução".

Escrito, em 2009, por Francisco Weffort, um petista de carteirinha.

Congresso teme ser fechado de novo?

Mas não é justo criticar apenas Sarney pelos "casuísmos…

Cuide do seu ogro, ele pode fazer você morrer abraçado ao seu inimigo

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O filme Relatos selvagens, com Ricardo Darín (acima), joga um pouco de luz sobre a animalidade humana.

Não somos os santos que pretendemos ser. Também não somos trogloditas ensandecidos, inocentes impotentes presos pela animalidade que explica nossa origem. Mas entre um limite e outro, é preciso tomar cuidado: debaixo da nossa pele existe um ogro astuto e perigoso, sempre à espreita, pronto para transformar um copo d'água numa desgraça.

Em resumo, essas são as linhas profundas que o diretor argentino Damián Szifron reuniu no filme Relatos selvagens, lançado este ano no Festival Internacional de Cinema. Entre os atores, o aclamado Ricardo Darín.

São seis episódios de curta duração. Começam sempre de uma maneira neutra, como parece ser a vida nas grandes cidades. No primeiro deles, parece haver uma citação a um filme de Buñel, “O obscuro objeto do desejo”. A história até conversa com Freud, mas segue em direção oposta, e deixará você preocupado se decidir viajar de avião nos próximos …

Mentir, caluniar e executar. Especialidade dos partidos comunistas.

O PT os acendeu e fez crescer, provavelmente para fazer barragem de proteção. Já imaginaram Lula fugindo do Brasil? Onde iria morar? Na ilha privada de Fidel?
Para bom entendedor, meio vídeo deveria bastar. Será que no Brasil terão de aprender pela dor? Veremos.
Publicação by Rafael Stoll.

Urnas eletrônicas. Evidências demais. Imaginário popular fará o resto

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Agora, não precisam mais verificar as urnas eletrônicas. Não depende mais de investigação compulsória ou auditagem solidária. A realidade se ocupou de apresentar tantas e tantas evidências, que no imaginário popular já existe uma certeza: eleição fraudada, tenha sido fraudada ou não. 

O governo vermelho ganhou uma bandeira mas perdeu o palco para poder exibi-la. Terá coragem de vir a público defendendo legitimidade sem ter coragem de pô-la à prova. As "pegadas" abundam. Collor dirá: o tempo é o senhor da razão.
Mesmo que o TSE não queira, terá de mudar o sistema de votação em urnas eletrônicas. O processo não é seguro. Até a próxima eleição há muito tempo e se nada for feito os brasileiros terão todo o direito de iniciar um movimento pela anulação total de votos, ao lado do fim do voto obrigatório.

É burrice votar com a clara sensação de que o voto não revela uma realidade. Vejam:


Petismo e nazismo. Parecidos e preocupantes.

Salvador Nogueira

Eu não entendo por que tem gente que fica tão incomodada com a minha comparação entre o nazismo e o petismo. Não fui nem o primeiro, nem serei o último a traçar esse paralelo. O próprio Lula já esboçou esse paralelo entre petismo e nazismo antes de mim, ao declarar sua admiração pela obstinação de Hitler para chegar ao poder. Aliás, ele teve a mesma obstinação, ao disputar três eleições seguidas para presidente antes de ganhar a quarta.

E é desonestidade intelectual querer dizer que, para ter características nazistas, é preciso exterminar em massa alguma parcela da população. Acho que só oprimir e ridicularizar ("coxinha", alguém?) para obter o apoio e a união dos demais já basta.

O nazismo também era populista e assistencialista, como é o petismo.

O nazismo também chegou ao poder pela via democrática e aparelhou o estado.

O nazismo tinha ideologia forte e maniqueísta. E o PT, suposto partido dos pobres, tem viés ideológico e maniqueísta? "Nós contra eles&q…

"Tinha gente acima do Paulo Roberto"

E ninguém sabia de nada?

Você crê nisso?

Publicação by Eduardo Ewerson Vaine.

"Quero prenunciar o futuro"

Xico Graziano

Passaram-se as eleições presidenciais como um vendaval em minha vida. Entristecido pela derrota de Aécio, longe da internet e do celular descansei 3 dias. Outros ainda passarei distante, agrônomo que sou, cuidando das coisas da roça. Estranharão minha distância, por certo, aqueles que me viram tão ativo aqui na rede. Mas a hora é de reclusão e reflexão, rearranjo político e profissional, mudanças no plano pessoal. 

Quem me conhece sabe que me movo por causas, mais que pessoas ou partidos. Fiel discípulo de Fernando Henrique, sociólogo incansável na busca do novo, sempre me interessei pelos movimentos que miram adiante, nunca aqueles que olha no retrovisor. Na agronomia, na ecologia, na questão agrária, na docência, na vida pessoal, busco avançar, curto a descoberta, quero prenunciar o futuro. 

Por isso, uma coisa importante adianto: não contem comigo para nenhum ato que contrarie o resultado eleitoral, pois o verdadeiro democrata respeita a voz das urnas. Quero mirar à fren…

Eleições 2014: Os números não mentem, só mostram verdades inconvenientes.

Maria Lucia Victor Barbosa

“Não adianta. O fato da eleição é este. Os mineiros nos apontaram uma esperança para, em seguida, derrotar o nosso sonho. Não a totalidade dos mineiros, mas uma parte dos nossos irmãos outrora inconfidentes cometeu um terrível erro histórico, que custará muito caro ao resto do país. Os números não mentem, só mostram verdades inconvenientes.

Primeiro ponto: se Aécio Neves tivesse feito 62,76% em Minas Gerais estaria eleito presidente do Brasil. Teria feito 1.731.000 votos a mais e, evidentemente, tirado 1.731.000 votos de Dilma Rousseff. Ela terminaria a eleição totalizando 52.770.000 votos. Ele somaria 52.772.000 votos, sendo eleito presidente da República.

Segundo ponto: Minas, mesmo assim, ainda teria dado menos votos ao mineiro Aécio Neves do que São Paulo, onde 64,31% dos paulistas sufragaram o tucano, dando um exemplo de maturidade política e de desapego a regionalismos. E mesmo em meio a uma enorme crise hídrica, causada pela falta de chuvas. Que crise …

APENAS UM VAGABUNDO

Milton Pires

Quando eu discuti com uma colega de trabalho (médica) por causa da conduta técnica em relação a uma paciente e dela recebi um encontrão, a primeira coisa que o Grupo Hospitalar Conceição “do B” aqui em Porto Alegre fez, além de me afastar, foi argumentar que havia contra mim uma queixa na “Delegacia da Mulher”.

Quando, como cidadão e eleitor, chamei a “presidenta” Dilma daquilo que merecia nas redes sociais, além das ameaças de morte, tive que ler de pessoas que sequer conheço que “jamais consultariam com um médico assim”.

Não é preciso, meus amigos, ser muito inteligente para imaginar que falta agora a essa gente fazer uma acusação contra mim por “eu ter matado meu cachorro” ou “cortado uma árvore na frente da minha casa”.

O que quero dizer com isso? Quero afirmar que existe, dentro da sociedade brasileira, um tipo de discurso do qual os marginais mensaleiros se tornaram proprietários – aquele da “correção política”. Nada mais perfeito do que um médico (que simplesmente p…

É possível fraudar as urnas? Resposta: "fácil, fácil".

Passei estes dois dias, após a eleição, ouvindo pessoas do mundo da TI, tecnologia da informação. Todos disseram praticamente a mesma coisa. Afirmou-se até que os dados podem simplesmente ter saído de um servidor paralelo ou do TSE, passando por cima das urnas. Fácil assim? Fácil assim. E notem, não há nenhum iniciante no setor de TI.

Análise do conformismo

Começam a ficar engraçadas as análises do depois da eleição. Consideram o resultado formal e ponto. Jogo jogado. Depois, ficam procurando razões para o descontentamento do público, chamando as manifestações de nomes esotéricos, como se saídas de uma seita secreta. Formamos agora o caldo de cultura das próximas manifestações, que serão mais violentas.

Daqui alguns meses, esses mesmos jornais vão noticiar uma crise como se não tivesse nada a ver com o que aconteceu entre o dia 5 e o dia 26 de outubro.

A lição que não aprendemos

Logo depois do estouro do mensalão, um grupo do PT de uma cidade grande da Região Metropolitana de São Paulo correu as bancas da cidade para tirar do ar a edição da revista Veja que estampava o condenado João Paulo Cunha na capa. Foi um golpe que os petistas sentiram.

Então, descobriram que o leão é manso.

Na campanha para prefeito, o partido vermelho colocou um novato no lugar de JP. Na reta final, o coordenador do grupo disse que a população não estava nem aí para o mensalão. Era o resultado das tais pesquisas qualitativas. Descobriram que corrupção é algo muito vago, não cola.

Ontem, em plena avenida Paulista, no coração da maior cidade da América Latina, ali mesmo, na calçada em frente ao Conjunto Nacional, havia um grupo de apoiadores com bandeiras e estrelas vermelhas. Metros à frente ouvi esta frase: "todo partido rouba, qual é a novidade agora?"

Por que o leão é manso?

Na visão dos vermelhos, aceita por quem vota neles, democracia é o direito de o PT também roubar. Nas qu…

Collor foi impedido por muito menos. Dilma não poderia disputar esta eleição.

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A revista Veja está dando, com testemunho obtido na Polícia Federal, aquilo que todo mundo sabe. Quem comandava o esquema na Petrobras estava próximo demais do banheiro. Não pode dizer que não ouvia o barulho da descarga. Tivéssemos um MP atuante e uma OAB dos velhos tempos e Dilma já teria sido removida do cargo. Nem disputaria a eleição.

MEU LIQUIDIFICADOR MATEMÁTICO

Hairton Santiago
jornalista

Não sou especialista em matemática e com certo sacrifício resolvo minhas necessidades com base nas quatro e simples operações, adição, subtração, multiplicação e divisão. Tanto me atrapalho com números que comprei um liquidificador matemático, o qual me ajuda muito quando fico atabalhoado com os números. É o único no mundo. Não dou, não vendo, não empresto, mesmo porque ele só concorda em trabalhar comigo. É personalista ao extremo, sistemático. Mas com todas as suas manias com as quais aprendi conviver, atende minhas necessidades.


Como você que me lê, também estou “abestado” com os números das pesquisas eleitorais para Presidente da República. Nenhum instituto se entende, revelam números que não coincidem. Pior de tudo é que estas estatísticas aguardadas com inusitado interesse por todos os eleitores e os não eleitores, não agradam ninguém. As discrepâncias são tantas que causam dúvida geral. Os institutos então são motivo de chacota nacional. Claro, quem sai…

Qatar, menos petróleo e muito mais dinheiro do que o Brasil

Não assisti o debate entre Aécio e Dilma ontem, dia 19, na TV Record de São Paulo. Era previsível que os temas fossem mais neutros. Previsível porque o TSE resolveu proteger o PT. Pareceu até coisa combinada. Se a estratégia de atacar Aécio estivesse funcionando o TSE faria a mesma coisa? Duvido. Entrou no ringue como um juiz mais preocupado em não deixar o PT beijando a lona.

Em vez de assistir um debate amornado pelo TSE preferi ler o livro Complacência, de Fábio Giambiagi e Alexandre Schwartsman. Se alguém quer entender o que aconteceu na Petrobras deveria ler pelo menos o capítulo 13, que se inicia na página 191. Como é que o Qatar com um total de reservas provadas de petróleo na ordem de 10% das existentes no Brasil tem rendimento econômico por habitante cem vezes melhor? A resposta está inteira naquelas páginas. Em resumo, petróleo movimenta muito dinheiro e requer gente de melhor gabarito para geri-lo. A lição: não deixem a Petrobras (ou seja, o governo) na mão de perdulários de…

O "eu não sabia" um pouco mais cara de pau do PT

Como é que é? Dilma fará o possível para ressarcir? Tá de brincadeira? Vai ter é de responder por crimes que abençoou.

O PT já está colocando no ar mais um jogo de cena. Fazer de conta que se arrependeu e mostrar que pode melhorar. É o "eu não sabia" de outro jeito. Só enganará os idiotas.

Alguém precisa avisar ao Lula que, passada a eleição, muita coisa continuará sendo o que é, crime, e será apurado. Ele parece pensar que tudo acaba num passe de mágica.

Mais baixarias do PT

Prepare-se para mais baixarias. Vão tentar convencer você de que Alckmin não falou com Deus sobre as chuvas e que Aécio é o culpado por isso, veja:

Munição – O presidente nacional do PT, Rui Falcão, revelou qual o próximo tiro do partido contra Aécio em São Paulo: o partido mandou imprimir panfletos com a foto do governador Geraldo Alckmin e os dizeres: "O PSDB tentou fazer você de bobo na eleição para governador. Dê o troco na eleição para presidente. Não vote no Aécio." (Fonte: Veja).

Se não tem tu, vai tu mesmo

Se o TSE resolver proibir ataques, como o PT vem fazendo, será uma forma de censura. Mas essa censura eu até aceito. Quando o PT deixa de reconhecer os enormes estragos que fez na administração pública brasileira, gerando mais e mais corrupção, e parte para ataques caluniosos, tem mais é de ser censurado. Qualquer partido deveria ser censurado. Há melhores formas de fazer esse controle, mas se não tem tu, vai tu mesmo.

Dilma tenta calar agentes da Polícia Federal

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Medida provisória visa controlar o material investigativo dos jornais para que novas verdades não sejam reveladas.

Com o propósito de impedir divulgação sobre os roubos na Petrobras, a presidente da República editou medida provisória para calar os agentes da Polícia Federal (PF). 

Medidas provisórias precisam ser aprovadas no Congresso, mas a fila é grande e está parada. Metade da bancada do PMDB apoia a candidatura de Aécio Neves. A outra metade está com o PT. Ou seja, não há o menor clima para se votar qualquer coisa no Congresso.

Segundo o analista político Claudio Tognolli, a medida provisória visa “enquadrar” a Polícia Federal. A medida altera e insere artigos na Lei nº 9.266, de 15 de março de 1996, que reorganizou a carreira dos policiais federais.

Essa medida provisória atropela o andamento de um projeto de reformulação da PF. Tognolli afirma que a MP assinada por Dilma vai dar poder total aos delegados de polícia e destruir as propostas do grupo de trabalho que visava reestrutura…

Como disse o general: a pior coisa que aconteceu no Brasil é o PT

Parlamentarismo com Bipartidarismo

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Por Salvatore D' Onofrio

Na reta final da disputa para a escolha do novo Presidente do Brasil, os dois candidatos, Dilma e Aécio, prometem realizar mudanças institucionais, em vista da falência do Presidencialismo de coalizão. Em qualquer regime democrático, quem faz as leis é o Congresso Nacional, o Parlamento. Portanto, não adianta mudar o Maestro se a Banda podre permanece a mesma. O regime político que vigora no Brasil não respeita a vontade da maioria dos eleitores, pois não são os homens mais votados que tem o poder de dirigir o País. Na prática, devido à fragmentação da força partidária, são as legendas nanicas que acabam mandando na Nação. Explico: se o partido A recebe 40% dos votos, o B 30% e o C 15%, será este último (ou vários pequenos associados) a ser o fiel da balança. E isso porque os partidos menos votados barganham seu apoio com um ou outro partido de maioria apenas relativa.

Para que qualquer projeto de lei possa ser aprovado é preciso fazer várias …

A vantagem de Aécio (do ponto de vista do eleitor)

A vantagem de Aécio Neves do ponto de vista do eleitor é que ele tem experiência tanto de Executivo (governador) como do Legislativo (senador). Dilma sabe baixar medidas provisórias e, até por seu estilo arrogante, não tem capacidade de articulação no Congresso. 

Na verdade, o comportamento de Dilma como presidente pode ser visto como um grande ato falho. É como se agisse como quem trata o Congresso como material comprado e engavetado, como se fosse um grande balcão de negócios, um grande balcão que deveras é.

O fim da reeleição para presidente depende de resolver esse nó. É preciso ter na Presidência quem tope deixar de ser presidente quando seu mandato acabar. O PT é o pior partido porque deseja ficar para sempre no poder.

Um item que nenhum debate explora: hoje, o governo só "anda" por medidas provisórias. Isso é o fim da função do Congresso, que funciona na prática como um grande balcão de negócios.

Velhas mentiras sempre parecerão ser novas verdades

Houve um momento na campanha política em que já se falava em Marina presidente. O tempo passou na janela, como diz a música, e Marina não apareceu. Ou melhor, apareceu duas vezes com atraso. Na última delas, demorou demais a se definir, esperando mais colher a tendência dos eleitores e depois ver o que fazer no jogo do hipotético poder de sua influência.

Esse modelo já não é conhecido?

Alguém apostará que o praticante mais bem-sucedido nesse terreno foi Lula. Contudo, a resposta é outra. Quem praticou isso de modo tão assim visível e com efeitos nacionais (já que todos tentam fazer isso, do vereador ao síndico) foi Getúlio Vargas.

Como escreveu Mário Quintana, talvez para isso é que sirvam as novas gerações, para repetir velhas mentiras, pois velhas mentiras sempre parecerão ser novas verdades.

Marina Silva, mais um estilo de rancor a presidir um país?

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Há um risco no ar. Análises que levem em conta, por antecipação, que uma pessoa já está eleita presidente. Há um tipo de noticiário que faz falta no Brasil de hoje. Aquele que tinha a marca da análise arriscada, que mergulhava no universo do entrevistado, nos seus modos, suas falas, seus gestos e então traçava um quadro mais complexo e mais realista do cidadão em tela.

Há poucas, pouquíssimas, notícias sobre declarações, atitudes, gestos de Marina Silva nas conversações de bastidores. Parece que há uma combinação de apenas noticiar o óbvio, com exceção de um ou dois analistas.

A grosseria que Marina cometeu com uma única frase, deixando o principal coordenador da campanha de Eduardo Campos em estado de profunda irritação, não mereceu grande destaque. Mas ali estava o atalho para um caminho mais largo, mais revelador.

Como foi mesmo que Marina tratou o PV quando foi preciso se definir em relação ao apoio que daria no segundo turno? Chamou uma comissão de fora do partido. Um partido sério…

Quatro perguntas para Marina Silva responder

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Augusto de Franco



Publiquei hoje cedo um artigo sobre a sucessão presidencial do ponto de vista da democracia. Alguns seguidores de Marina ficaram alvoroçados. Então seria bom que eles fizessem a ela apenas quatro perguntas:

I - Se ela não for para o segundo turno, quem apoiará (declaradamente ou disfarçadamente, por baixo do pano)?


II - Se ela for eleita, com quem pretende governar (o PT estará na aliança de facto)?

III - Se ela for eleita, os aparelhadores do PT serão mantidos nos cargos-chave de instâncias estatais e para-estatais que hoje ocupam?

IV - Se ela for eleita, dará continuidade às cinco principais políticas autocráticas por meio das quais o PT busca conquistar hegemonia sobre a sociedade, a saber: 1) controle partidário-estatal (disfarçado de social ou civil) dos meios de comunicação e da internet; 2) forças de segurança militarizadas sob o comando do governo federal; 3) participacionismo assembleísta controlado por organizações hierárquicas aparelhadas (travestidas de …

A crônica amarga de Carlos Chagas num dia amargo de morte

O jornalista Carlos Chagas, autor de vários e luminares artigos desde os tempos das coberturas políticas sobre Getúlio Vargas, escreveu um artigo duro e meio sem esperanças. Já no título perguntava: Vale a pena votar nesses picaretas?

Texto amargo de morte pois saiu das mãos do autor precisamente quando Eduardo Campos estava a caminho da morte. Vinicius de Morais, o imorredouro poeta brasileiro, "poeta e diplomata", teria preferido escrever: "Sua benção que eu vou partir, eu vou ter de dizer adeus". 

Nas linhas de Chagas, há um como que esquecimento. Ao falar dos políticos, que ele conhece tão bem, esqueceu-se de falar do povo, que conforma a classe política.

É muito fácil achincalhar os políticos, como o PT cansou de fazer quando ainda era um aparelho sindical. E mesmo nessa condição o PT foi útil ao Brasil. Foi sim. 

Mas deixou de sê-lo para se transformar precisamente naquilo que Carlos Chagas observa no horizonte político, de a e b até z.

Como isso ocorre? Do nada? …

Paternidade responsável

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Por Salvatore D' Onofrio



No Brasil, a partir de 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, pai de Maria e avô do Menino Jesus conforme a tradição evangélica, considerado o patriarca da família, começou a ser comemorado o dia dos pais, os que nos deram a vida. Posteriormente, por motivos comerciais, a data foi fixada no segundo domingo de agosto. O exemplo da efeméride nos veio de Washington (USA), quando, em 1910, Sonora Dodd, filha de um veterano da guerra civil, quis homenagear seu pai que, viúvo, cuidou dos seis filhos. Esta data nos deve servir para, além de presentear nosso progenitor, fortalecer os laços familiares e nos fazer refletir sobre o profundo sentido da paternidade.

O poeta latino Horácio escreveu um verso antológico: “Non omnis moriar” (Não morrerei inteiramente), porque parte de mim, minha poesia, restará para sempre. E, com efeito, os versos do poeta da Roma antiga, passados dois milênios, ainda hoje estão vivos, traduzidos para todas as línguas cultas, nos dando e…

Custo de vida da classe média estoura a meta

No mês de Julho de 2014, o ICVM registrou elevação de 0,32%, mais que o dobro da verificada no mês anterior (0,14%). Nos primeiros sete meses do ano, o índice acumula uma alta de 3,98%. Nos últimos 12 meses, o valor acumulado é de 6,61%, ultrapassando assim o limite da meta inflacionária, conforme mostra o gráfico.

A tabela a seguir mostra a evolução mensal do ICVM e em períodos de 12 meses. Nota-se que desde Janeiro as taxas mensais vinham declinando; mas neste mês de Julho, reverteu-se essa tendência. Em período de 12 meses, a inflação acumulada é crescente.

Por grupos, as variações e as contribuições relativas para o aumento, estão apresentadas na tabela seguinte.

Os Aumentos e Quedas no Mês de Julho

Dos grupos analisados pela OEB, 5 tiveram aumento no mês de Julho e 2 apresentaram queda de preços. Praticamente os grupos de Habitação, Despesas Pessoais e Saúde explicam a majoração de 0,32% no ICVM.


“O grupo habitação que pesa 30,3% no índice, teve uma elevação média de seus …

A marcha das promessas

Prossegue a marcha da campanha política em tom de promessas. É tudo imagem. Dilma promete fazer mais e melhor. Mas Lula já disse que não é ela que preside, quem preside o Brasil é o partido. Por isso, acreditar no valor de face das promessas de Lula e de Dilma é acreditar numa fantasia.

Aécio promete cortar metade dos ministérios, mas isso ainda não é um plano de governo. Nem seria possível apresentar um plano completo. Muito da condução do País vai depender dos números reais que o novo presidente encontrar, e a pressão por novos aumentos, que o atual governo esconde.

Eduardo Campos ainda é uma promessa. Não é tão claro quanto Aécio. A base municipal da campanha de Campos está dividida, em algumas cidades apoia deputados do PT, governadores do PSDB e nacionalmente não se sabe o que será.

Um diálogo tirado de um saquinho de batatas fritas

Mais um feito da ciência que na Idade Média seria chamado de satanismo, bruxaria, fim dos tempos. Alunos do MIT reconstituem um diálogo usando as ondas vibracionais impressas num saco de batatas.

A beleza da ciência é ir jogando luz na escuridão da mente humana:

http://meiobit.com/294407/mit-recriar-audio-conversa-imagens-saco-batata-frita/#more-294407

A maquiagem da CPI num governo que é só maquiagem

Gravíssima uma vez, gravíssima uma segunda vez. E, de repente, o país perdeu a conta de quantas maquiagens o Brasil viveu nos últimos 12 anos, precisamente o tempo de governo do PT.

Logo no início do governo de Dilma ocorreu aquele monte de ministros pegos em transações do tipo "aqui tudo é balcão de negócios". Seis foram demitidos mas seus partidos foram premiados, e eles mesmos estão hoje todo pimpões disputando eleição. Um festival de maquiagem para ninguém botar defeito.

Vargas e aquele moço candidato de mãos dadas com o PCC não foi invenção da imprensa. E todo um circo de maquiagens se armou para dizer que o partido que tudo quer não tem culpa nenhuma. Hoje, a imagem do PT é a imagem da maquiagem.

Não é de hoje que as coisas são combinadas, no mau sentido das coisas. É claro que uma equipe de gestores públicos tem obrigação de conversar entre si e tentar salvar as aparências.

Mas a combinação de resultados é mais grave porque foi realizada no mesmo momento em que a presiden…

Com 10% do sonegado teríamos uma saúde pública de Primeiro Mundo

" A sonegação de impostos no Brasil deve alcançar a cifra de R$ 500 bilhões em 31 de dezembro deste ano, afirma Heráclio Camargo, presidente do Sinprofaz (Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional), em entrevista em vídeo ao economista Samy Dana, da FGV (Fundação Getulio Vargas).

O número é medido pelo Sonegômetro, ferramenta criada em 2012 para medir a sonegação fiscal no Brasil. A cifra deve representar um aumento em relação a 2013, quando foram sonegados R$ 415 bilhões em impostos, afirma Camargo.

"Construímos uma ferramenta parecida com o Impostômetro. O placar do Sonegômetro pode ser acessado no sítio sonegômetro.com", diz. Segundo Camargo, a ferramenta usa números oficiais da Receita Federal do Brasil e outros estudos sobre tributos específicos para chegar à cifra. "

Fonte: Folha de São Paulo.

Como dizem os caras lá no STF, digo eu; se 10% do que é sonegado fosse agregado ao total oficial gasto com saúde pública, coisa de 90 bilhões, teríamos um…

STF ou subsede?

Há quem tema que o STF se transforme em subsede do sindicato dos mestres amestrados do partido governista. Calma, gente. A morte ainda existe. É como na parábola do avião. Diz que todo avião que sobe, desce. De um jeito ou de outro.

Tribunal de Contas responsabiliza dez caras por causa da compra de Pasadena. Dez caras pagos para ficar de boca fechada. E dona Dundilma, vai passear em Roma de novo? Lá vem porre.

Torcedores correram, correram, correram e deram com a cara nas portas fechadas do metrô. É o legado da copa, já bem sentido por usuários dos trens de São Paulo. Por fora, bela viola...

Levaram embora os enfeites e você acreditou que os enfeites eram a nova realidade?

Andei pelas ruas da cidade. Peguei trem, metrô e ônibus. Fui a três ou quatro lugares. Cadê os enfeites? A dura realidade estava de volta. Por isso talvez o Brasil tenha parado e todo mundo achou que era por causa da seleção? Não seria talvez por necessidade de uma nova solidão?

No período em que os enfeites hipnotizaram milhares de pessoas as ruas ficaram vazias. O trânsito e esses mesmos transportes públicos foram à loucura naqueles momentos em que os enfeites mandavam parar tudo. E muita coisa até funcionou melhor. Mas não era a nova realidade. Era a realidade da solidão acompanhada, em que milhões fogem das ruas e do trabalho para se refugiar num sonho comprado e vendido mil vezes e nunca entregue.

Hoje, as ruas amanheceram sem enfeites. Fomos devolvidos a nós mesmos, fomos devolvidos ao que somos. Alguém sentirá um vazio sem explicação. Sentirá saudade de pequenos momentos em que, imerso numa fantasia, entrou em contato com as suas mais profundas esperanças e planos de uma vida …

A imagem, a propagação da imagem e a ilusão sobre o voto

Está rodando no Facebook a ironia resultante de um palpite e a tentativa de sua desconstrução. O economista Rodrigo Constantino escreveu que o símbolo da copa 2014 seria uma propaganda subliminar do partido que manda no governo da subgerenta da República.

A ironia da situação pode ser explicada pela semiótica, uma ciência cujas origens residem no século 17. Constantino fez um recorte de um aspecto real no símbolo da Copa. Criou assim a imagem da imagem, um elemento significante extraído de um signo, o de que o amarelo faz um L, compondo uma mensagem com o 2014 em vermelho. E está correto. Esse signo existe, está lá produzindo significantes, nascedouro dos significados.

A partir do momento em que se tornou uma crítica, o elemento que antes não significava nada passou a significar algo, e, sim, passa a ter uma função, a de ser propagada conforme a percepção consciente dos seus utentes (usuários).

E o Facebook é uma assembleia de utentes. Você que está aí batucando no seu teclado é um utent…