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A mostrar mensagens de Março, 2014

Aécio e Campos precisam do coração de São Paulo

Por Lucas Tchermenko

Começou pelo nordeste o apelo regionalista com vistas à Presidência da República. Eduardo Campos disse em entrevista de rádio: "Quem colocou a presidente que está aí foram os nordestinos. Ela ganhou por 11 milhões de votos, 10,5 milhões vieram do Nordeste. Agora o Nordeste pode colocar um que nasceu aqui, que conhece os Estados, que conhece o povo, conhece a realidade não de ouvir dizer, mas de viver, de vivenciar os costumes, as necessidades". É verdade mas há reparos importantes nesse quesito.

Quantos milhões de nordestinos vivem em São Paulo? Há estudos que mostram haver quase um nordeste inteiro no Estado de São Paulo. É duvidoso apostar numa frente nordestina pelo voto unificado. Mas o discurso pega bem, trafega entre o politicamente correto e o politicamente necessário.

Já o senador Aécio Neves tem mantido um tom mais voltado para o nacional, seja qual for a região que o escuta. É menos apelativo, neste momento da campanha política que o PT antecipou …

Que maravilha ler nas páginas de um ecoterrorista precisamente aquilo que o desmente

Por Lucas Tchermenko


A tristeza e a alegria num discurso político

Ouvi, em retrospecto, o discurso da ex-senadora Marina Silva, proferido na cidade de Campos do Jordão há menos de uma semana, por ocasião do Congresso Estadual de Municípios, em sua 58ª edição, brilhantemente organizado que foi pela Associação Paulista de Municípios. Ela terminou sua fala sendo aplaudida de pé por um público feito por vereadores, prefeitos, secretários e deputados estaduais, ou seja, gente que conhece a política e o povo.

E acabei com o meu coração apertado entre a admiração, a tristeza e a decepção.

Quem lê minhas irresponsáveis linhas sabe que sou crítico satânico de Marina Silva, mas não às raias da desgraça satânica de Salman Rushdie, condenado a morte pelo que escreveu.

Venho criticando o comportamento político de Marina Silva, mas respeito nela o direito ao estrelato político, até porque expressa o desejo de melhores dias de boa fatia do povo brasileiro.

Marina Silva é uma mulher doce, amável, frágil, n…

Fica proibida a leitura deste artigo a todos os eleitores do PT

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Retratos de um país sem futuro

Sandro Vaia


A ex-ginasta Laís Souza, que sofreu um acidente que a inutilizou para o esporte, abriu uma página na internet que pretende arrecadar fundos para garantir seu futuro. Arrecadou 3 mil reais até agora. Delúbio Soares, condenado à prisão por corrupção, arrecadou 1 milhão para pagar a multa imposta pela Justiça.

Coitada da classe média. E o PT sabe disso.

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Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça​ teatral Le Diable Rouge, escrita por Antoine Rault:

*Colbert: *

*- Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço…*

*Mazarino: *

*- Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas vai parar à prisão. Mas o Estado…é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!*

*Colbert: *

*- Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos
imagináveis?*

*Mazarino: *

*- Criando outros.*

*Colbert: *

*- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os ​p​obres.*

*Mazarino: *

*- Sim, é impossível.*

*Colbert: *

*- E sobre os ricos?*

*Mazarino: *

*- Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.*

*Colbert: *

*- Então como faremos?*

*Mazarino:…

A banalidade do mal

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Por Salvatore D'Onofrio
Outra noite assisti, num canal da NET, o filme “Hannah Arendt”, uma biografia da filósofa alemã de origem judaica, autora do livro “Eichmann em Jerusalém”, publicado em 1963. Nesse estudo, Hannah Arendt defende sua polêmica tese da “banalidade do mal”. Já residente nos EUA, como jornalista do The New Yorker, ao cobrir o julgamento do nazista Adolf Eichmann, condenado à morte em 1961, mostra que nem todos os que participaram do genocídio dos judeus eram monstros, pois estavam cumprindo ordens de seus superiores. O holocausto foi possível porque não apenas Hitler e os generais da SS, mas a maioria do povo alemão, como também membros de outras etnias, era anti-semita. A maldade se torna “banal” quando é cooptada ou tolerada por muita gente. Os crimes de guerra são considerados normais e até éticos, pois executados em nome de ideologias em que o povo acredita. Algumas pessoas chegam a matar ou a se suicidar em nome de um Deus!

Pensando bem, quem é culpado pelo…

Sobre bichos e petistas

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Por Salvatore D' Onofrio

“Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”

Assim falou o porco Napoleão no último capítulo do livro A Revolução dos Bichos, o título brasileiro da obra “Animal Farm” (A quinta dos animais), do escritor inglês George Orwell, publicada em 1945. Quem sugere a leitura deste imortal trabalho de ficção é a coordenadora pedagógica Silvana Ianelli Euzébio, no Jornal da Educação (Diário da Região, 25 de fevereiro), encontrando nele um alto valor educativo por estimular a busca da verdade e o sentimento de justiça. Muito apropriadamente, ela define o texto como “fábula moral com sátira política”.

Sintetizando a história ficcional: na fazenda do Sr. Jones, chamada “Granja do Solar”, o porco Major promove uma revolta dos bichos submetidos a trabalhos escravos pelos humanos parasitas que viviam dos bens produzidos pelos animais em condições miseráveis. Aos gritos “quatro pernas bom, duas pernas ruim” e “ser humano bom é ser humano morto”, todo…

A quadrilha venceu. Mas qual delas?

O comentário que alerta para o nosso futuro, sendo pior do que o passado...
"Agora entendemos por que, em 1971, Adauto Lúcio Cardoso, então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de julgada constitucional pela Corte a lei de censura prévia para livros e periódicos editada pelo general Emílio Médici, manifestou indignação pela decisão de seus pares arremessando a toga sobre uma cadeira vazia e, olhando acintosamente para os demais ministros, abandonou o recinto do STF para, em seguida, pedir aposentadoria. Agora entendo também por que o ex-ministro Evandro Lins e Silva, naquela oportunidade, afirmou que a atitude de Adauto foi única e jamais se repetiria no STF. Os ministros Lewandowski, Toffoli, Zavascki, Barroso, Cármen Lúcia e Rosa Weber provaram que o STF de hoje continua como dantes. Tenho certeza, como milhões de brasileiros, que os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello estão sofrendo a maior decepção de sua vida.…