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Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2014

"Quero prenunciar o futuro"

Xico Graziano

Passaram-se as eleições presidenciais como um vendaval em minha vida. Entristecido pela derrota de Aécio, longe da internet e do celular descansei 3 dias. Outros ainda passarei distante, agrônomo que sou, cuidando das coisas da roça. Estranharão minha distância, por certo, aqueles que me viram tão ativo aqui na rede. Mas a hora é de reclusão e reflexão, rearranjo político e profissional, mudanças no plano pessoal. 

Quem me conhece sabe que me movo por causas, mais que pessoas ou partidos. Fiel discípulo de Fernando Henrique, sociólogo incansável na busca do novo, sempre me interessei pelos movimentos que miram adiante, nunca aqueles que olha no retrovisor. Na agronomia, na ecologia, na questão agrária, na docência, na vida pessoal, busco avançar, curto a descoberta, quero prenunciar o futuro. 

Por isso, uma coisa importante adianto: não contem comigo para nenhum ato que contrarie o resultado eleitoral, pois o verdadeiro democrata respeita a voz das urnas. Quero mirar à fren…

Eleições 2014: Os números não mentem, só mostram verdades inconvenientes.

Maria Lucia Victor Barbosa

“Não adianta. O fato da eleição é este. Os mineiros nos apontaram uma esperança para, em seguida, derrotar o nosso sonho. Não a totalidade dos mineiros, mas uma parte dos nossos irmãos outrora inconfidentes cometeu um terrível erro histórico, que custará muito caro ao resto do país. Os números não mentem, só mostram verdades inconvenientes.

Primeiro ponto: se Aécio Neves tivesse feito 62,76% em Minas Gerais estaria eleito presidente do Brasil. Teria feito 1.731.000 votos a mais e, evidentemente, tirado 1.731.000 votos de Dilma Rousseff. Ela terminaria a eleição totalizando 52.770.000 votos. Ele somaria 52.772.000 votos, sendo eleito presidente da República.

Segundo ponto: Minas, mesmo assim, ainda teria dado menos votos ao mineiro Aécio Neves do que São Paulo, onde 64,31% dos paulistas sufragaram o tucano, dando um exemplo de maturidade política e de desapego a regionalismos. E mesmo em meio a uma enorme crise hídrica, causada pela falta de chuvas. Que crise …

APENAS UM VAGABUNDO

Milton Pires

Quando eu discuti com uma colega de trabalho (médica) por causa da conduta técnica em relação a uma paciente e dela recebi um encontrão, a primeira coisa que o Grupo Hospitalar Conceição “do B” aqui em Porto Alegre fez, além de me afastar, foi argumentar que havia contra mim uma queixa na “Delegacia da Mulher”.

Quando, como cidadão e eleitor, chamei a “presidenta” Dilma daquilo que merecia nas redes sociais, além das ameaças de morte, tive que ler de pessoas que sequer conheço que “jamais consultariam com um médico assim”.

Não é preciso, meus amigos, ser muito inteligente para imaginar que falta agora a essa gente fazer uma acusação contra mim por “eu ter matado meu cachorro” ou “cortado uma árvore na frente da minha casa”.

O que quero dizer com isso? Quero afirmar que existe, dentro da sociedade brasileira, um tipo de discurso do qual os marginais mensaleiros se tornaram proprietários – aquele da “correção política”. Nada mais perfeito do que um médico (que simplesmente p…

É possível fraudar as urnas? Resposta: "fácil, fácil".

Passei estes dois dias, após a eleição, ouvindo pessoas do mundo da TI, tecnologia da informação. Todos disseram praticamente a mesma coisa. Afirmou-se até que os dados podem simplesmente ter saído de um servidor paralelo ou do TSE, passando por cima das urnas. Fácil assim? Fácil assim. E notem, não há nenhum iniciante no setor de TI.

Análise do conformismo

Começam a ficar engraçadas as análises do depois da eleição. Consideram o resultado formal e ponto. Jogo jogado. Depois, ficam procurando razões para o descontentamento do público, chamando as manifestações de nomes esotéricos, como se saídas de uma seita secreta. Formamos agora o caldo de cultura das próximas manifestações, que serão mais violentas.

Daqui alguns meses, esses mesmos jornais vão noticiar uma crise como se não tivesse nada a ver com o que aconteceu entre o dia 5 e o dia 26 de outubro.

A lição que não aprendemos

Logo depois do estouro do mensalão, um grupo do PT de uma cidade grande da Região Metropolitana de São Paulo correu as bancas da cidade para tirar do ar a edição da revista Veja que estampava o condenado João Paulo Cunha na capa. Foi um golpe que os petistas sentiram.

Então, descobriram que o leão é manso.

Na campanha para prefeito, o partido vermelho colocou um novato no lugar de JP. Na reta final, o coordenador do grupo disse que a população não estava nem aí para o mensalão. Era o resultado das tais pesquisas qualitativas. Descobriram que corrupção é algo muito vago, não cola.

Ontem, em plena avenida Paulista, no coração da maior cidade da América Latina, ali mesmo, na calçada em frente ao Conjunto Nacional, havia um grupo de apoiadores com bandeiras e estrelas vermelhas. Metros à frente ouvi esta frase: "todo partido rouba, qual é a novidade agora?"

Por que o leão é manso?

Na visão dos vermelhos, aceita por quem vota neles, democracia é o direito de o PT também roubar. Nas qu…

Collor foi impedido por muito menos. Dilma não poderia disputar esta eleição.

A revista Veja está dando, com testemunho obtido na Polícia Federal, aquilo que todo mundo sabe. Quem comandava o esquema na Petrobras estava próximo demais do banheiro. Não pode dizer que não ouvia o barulho da descarga. Tivéssemos um MP atuante e uma OAB dos velhos tempos e Dilma já teria sido removida do cargo. Nem disputaria a eleição.

MEU LIQUIDIFICADOR MATEMÁTICO

Hairton Santiago
jornalista

Não sou especialista em matemática e com certo sacrifício resolvo minhas necessidades com base nas quatro e simples operações, adição, subtração, multiplicação e divisão. Tanto me atrapalho com números que comprei um liquidificador matemático, o qual me ajuda muito quando fico atabalhoado com os números. É o único no mundo. Não dou, não vendo, não empresto, mesmo porque ele só concorda em trabalhar comigo. É personalista ao extremo, sistemático. Mas com todas as suas manias com as quais aprendi conviver, atende minhas necessidades.


Como você que me lê, também estou “abestado” com os números das pesquisas eleitorais para Presidente da República. Nenhum instituto se entende, revelam números que não coincidem. Pior de tudo é que estas estatísticas aguardadas com inusitado interesse por todos os eleitores e os não eleitores, não agradam ninguém. As discrepâncias são tantas que causam dúvida geral. Os institutos então são motivo de chacota nacional. Claro, quem sai…

Qatar, menos petróleo e muito mais dinheiro do que o Brasil

Não assisti o debate entre Aécio e Dilma ontem, dia 19, na TV Record de São Paulo. Era previsível que os temas fossem mais neutros. Previsível porque o TSE resolveu proteger o PT. Pareceu até coisa combinada. Se a estratégia de atacar Aécio estivesse funcionando o TSE faria a mesma coisa? Duvido. Entrou no ringue como um juiz mais preocupado em não deixar o PT beijando a lona.

Em vez de assistir um debate amornado pelo TSE preferi ler o livro Complacência, de Fábio Giambiagi e Alexandre Schwartsman. Se alguém quer entender o que aconteceu na Petrobras deveria ler pelo menos o capítulo 13, que se inicia na página 191. Como é que o Qatar com um total de reservas provadas de petróleo na ordem de 10% das existentes no Brasil tem rendimento econômico por habitante cem vezes melhor? A resposta está inteira naquelas páginas. Em resumo, petróleo movimenta muito dinheiro e requer gente de melhor gabarito para geri-lo. A lição: não deixem a Petrobras (ou seja, o governo) na mão de perdulários de…

O "eu não sabia" um pouco mais cara de pau do PT

Como é que é? Dilma fará o possível para ressarcir? Tá de brincadeira? Vai ter é de responder por crimes que abençoou.

O PT já está colocando no ar mais um jogo de cena. Fazer de conta que se arrependeu e mostrar que pode melhorar. É o "eu não sabia" de outro jeito. Só enganará os idiotas.

Alguém precisa avisar ao Lula que, passada a eleição, muita coisa continuará sendo o que é, crime, e será apurado. Ele parece pensar que tudo acaba num passe de mágica.

Mais baixarias do PT

Prepare-se para mais baixarias. Vão tentar convencer você de que Alckmin não falou com Deus sobre as chuvas e que Aécio é o culpado por isso, veja:

Munição – O presidente nacional do PT, Rui Falcão, revelou qual o próximo tiro do partido contra Aécio em São Paulo: o partido mandou imprimir panfletos com a foto do governador Geraldo Alckmin e os dizeres: "O PSDB tentou fazer você de bobo na eleição para governador. Dê o troco na eleição para presidente. Não vote no Aécio." (Fonte: Veja).

Se não tem tu, vai tu mesmo

Se o TSE resolver proibir ataques, como o PT vem fazendo, será uma forma de censura. Mas essa censura eu até aceito. Quando o PT deixa de reconhecer os enormes estragos que fez na administração pública brasileira, gerando mais e mais corrupção, e parte para ataques caluniosos, tem mais é de ser censurado. Qualquer partido deveria ser censurado. Há melhores formas de fazer esse controle, mas se não tem tu, vai tu mesmo.

Dilma tenta calar agentes da Polícia Federal

Medida provisória visa controlar o material investigativo dos jornais para que novas verdades não sejam reveladas.

Com o propósito de impedir divulgação sobre os roubos na Petrobras, a presidente da República editou medida provisória para calar os agentes da Polícia Federal (PF). 

Medidas provisórias precisam ser aprovadas no Congresso, mas a fila é grande e está parada. Metade da bancada do PMDB apoia a candidatura de Aécio Neves. A outra metade está com o PT. Ou seja, não há o menor clima para se votar qualquer coisa no Congresso.

Segundo o analista político Claudio Tognolli, a medida provisória visa “enquadrar” a Polícia Federal. A medida altera e insere artigos na Lei nº 9.266, de 15 de março de 1996, que reorganizou a carreira dos policiais federais.

Essa medida provisória atropela o andamento de um projeto de reformulação da PF. Tognolli afirma que a MP assinada por Dilma vai dar poder total aos delegados de polícia e destruir as propostas do grupo de trabalho que visava reestrutura…

Parlamentarismo com Bipartidarismo

Por Salvatore D' Onofrio

Na reta final da disputa para a escolha do novo Presidente do Brasil, os dois candidatos, Dilma e Aécio, prometem realizar mudanças institucionais, em vista da falência do Presidencialismo de coalizão. Em qualquer regime democrático, quem faz as leis é o Congresso Nacional, o Parlamento. Portanto, não adianta mudar o Maestro se a Banda podre permanece a mesma. O regime político que vigora no Brasil não respeita a vontade da maioria dos eleitores, pois não são os homens mais votados que tem o poder de dirigir o País. Na prática, devido à fragmentação da força partidária, são as legendas nanicas que acabam mandando na Nação. Explico: se o partido A recebe 40% dos votos, o B 30% e o C 15%, será este último (ou vários pequenos associados) a ser o fiel da balança. E isso porque os partidos menos votados barganham seu apoio com um ou outro partido de maioria apenas relativa.

Para que qualquer projeto de lei possa ser aprovado é preciso fazer várias …

A vantagem de Aécio (do ponto de vista do eleitor)

A vantagem de Aécio Neves do ponto de vista do eleitor é que ele tem experiência tanto de Executivo (governador) como do Legislativo (senador). Dilma sabe baixar medidas provisórias e, até por seu estilo arrogante, não tem capacidade de articulação no Congresso. 

Na verdade, o comportamento de Dilma como presidente pode ser visto como um grande ato falho. É como se agisse como quem trata o Congresso como material comprado e engavetado, como se fosse um grande balcão de negócios, um grande balcão que deveras é.

O fim da reeleição para presidente depende de resolver esse nó. É preciso ter na Presidência quem tope deixar de ser presidente quando seu mandato acabar. O PT é o pior partido porque deseja ficar para sempre no poder.

Um item que nenhum debate explora: hoje, o governo só "anda" por medidas provisórias. Isso é o fim da função do Congresso, que funciona na prática como um grande balcão de negócios.

Velhas mentiras sempre parecerão ser novas verdades

Houve um momento na campanha política em que já se falava em Marina presidente. O tempo passou na janela, como diz a música, e Marina não apareceu. Ou melhor, apareceu duas vezes com atraso. Na última delas, demorou demais a se definir, esperando mais colher a tendência dos eleitores e depois ver o que fazer no jogo do hipotético poder de sua influência.

Esse modelo já não é conhecido?

Alguém apostará que o praticante mais bem-sucedido nesse terreno foi Lula. Contudo, a resposta é outra. Quem praticou isso de modo tão assim visível e com efeitos nacionais (já que todos tentam fazer isso, do vereador ao síndico) foi Getúlio Vargas.

Como escreveu Mário Quintana, talvez para isso é que sirvam as novas gerações, para repetir velhas mentiras, pois velhas mentiras sempre parecerão ser novas verdades.