Qatar, menos petróleo e muito mais dinheiro do que o Brasil


Não assisti o debate entre Aécio e Dilma ontem, dia 19, na TV Record de São Paulo. Era previsível que os temas fossem mais neutros. Previsível porque o TSE resolveu proteger o PT. Pareceu até coisa combinada. Se a estratégia de atacar Aécio estivesse funcionando o TSE faria a mesma coisa? Duvido. Entrou no ringue como um juiz mais preocupado em não deixar o PT beijando a lona.

Em vez de assistir um debate amornado pelo TSE preferi ler o livro Complacência, de Fábio Giambiagi e Alexandre Schwartsman. Se alguém quer entender o que aconteceu na Petrobras deveria ler pelo menos o capítulo 13, que se inicia na página 191. Como é que o Qatar com um total de reservas provadas de petróleo na ordem de 10% das existentes no Brasil tem rendimento econômico por habitante cem vezes melhor? A resposta está inteira naquelas páginas. Em resumo, petróleo movimenta muito dinheiro e requer gente de melhor gabarito para geri-lo. A lição: não deixem a Petrobras (ou seja, o governo) na mão de perdulários deslumbrados, que se achando Deus fazem o diabo.

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