Petismo e nazismo. Parecidos e preocupantes.


Salvador Nogueira


Eu não entendo por que tem gente que fica tão incomodada com a minha comparação entre o nazismo e o petismo. Não fui nem o primeiro, nem serei o último a traçar esse paralelo. O próprio Lula já esboçou esse paralelo entre petismo e nazismo antes de mim, ao declarar sua admiração pela obstinação de Hitler para chegar ao poder. Aliás, ele teve a mesma obstinação, ao disputar três eleições seguidas para presidente antes de ganhar a quarta.

E é desonestidade intelectual querer dizer que, para ter características nazistas, é preciso exterminar em massa alguma parcela da população. Acho que só oprimir e ridicularizar ("coxinha", alguém?) para obter o apoio e a união dos demais já basta.

O nazismo também era populista e assistencialista, como é o petismo.

O nazismo também chegou ao poder pela via democrática e aparelhou o estado.

O nazismo tinha ideologia forte e maniqueísta. E o PT, suposto partido dos pobres, tem viés ideológico e maniqueísta? "Nós contra eles" soa familiar?

A corrupção era um traço forte, pungente, do governo nazista. E do petismo?

O nazismo também defendeu o controle da mídia (e efetivamente o implementou, coisa que, felizmente, ainda não aconteceu por aqui).

O nazismo trocou a bandeira alemã por seu próprio estandarte. Alguém já viu as manifestações petistas? Alguma bandeira do Brasil por perto? Ou só bandeiras do PT?

E por aí vai.

Claro, se você procurar, encontrará diferenças importantes entre o Partido dos Trabalhadores e o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores (até o nome é parecido!).

Um tem origens à direita, outro à esquerda (o que diz pouco a essa altura, uma vez que a própria classificação ficou velha diante de uma história que superou a antiga polarização da Guerra Fria).

Um implementou rapidamente a dominação completa do estado; o outro, mais matreiro, preferiu comer pelas beiradas, eleição após eleição, com o uso crescente da máquina pública nas disputas eleitorais (o que, no fim, dá na mesma; chegaremos ao final do próximo governo com um STF dominado por petistas, a reforma política pode muito bem servir para reforçar o controle do Legislativo pelo partido e a ameaça da "regulamentação" da mídia pode eliminar a pouca autonomia que ainda resta ao "Quarto Poder").

Um tinha viés belicista, o outro não parece particularmente dado a conflitos externos (mas não se furta a defender ditaduras amigas e pedir diálogo com terroristas extremados).

Agora, você pode concordar ou discordar. Aliás, acho difícil mesmo concordar, porque o nazismo foi uma coisa tão medonha que qualquer comparação soa automaticamente ofensiva. Mas negar esses paralelos é uma atitude irracional diante dos fatos.


D

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