Afinal, quem garante que foi 3%?


A primeira manobra para tentar colar os cacos da Petrobras não funcionou. Um consultor respeitado sugeriu calcular quanto somaria 3% de todos os contratos assinados entre 2004 e 2014.

É o índice delatado na operação Lava-jato. Queriam que esquecêssemos de que os 3% são sobre as milionárias transações. E os outros 97% são o quê? E se desviaram 30% e encaminharam aos partidos apenas 3% para que as declarações oficiais não levantassem suspeitas? E se 3% for um número fictício?

Em casos conhecidos e comentados à boca pequena, em ambientes fechados, nunca se ouviu nada inferior a 20% de desvios sobre o valor total contratado para uma obra pública.

Dizem até que no caso Collor o que matou PC Farias foi o fato de ter ultrapassado todos os limites, chegando a 40%. Logo, 3% já vem carregado com a marca da irrealidade.

Se alguém resolve devolver 250 milhões de reais, numa única peça da corrupção premiada, talvez esteja aplicando os tais 3%.

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