Intervenção militar não é sorvete, é granada detonada


Nem sempre concordo com o que escreve o professor Olavo de Carvalho. Mas ele deu um esclarecimento que muita gente ainda não leu. Não existe um golpe militar de um lado e uma sociedade civil mobilizada de outro. 


Mas a minha concordância com Olavo acaba aí. Porque a união da mobilização com a intervenção é uma negação da ordem constitucional. 

Assim, quem pede golpe militar constitucional não sabe o que está dizendo.

A intervenção militar, nos termos da Constituição, foi uma forçada de barra de dois generais, que falavam em nome da linha dura, com ameaças, quando da formulação constituinte de 1988. 


Num regime democrático de verdade não existe intervenção constitucional, porque a intervenção é precisamente a quebra da ordem constitucional.


Também não é verdade que os militares entregaram o poder porque eram bonzinhos. O regime militar estava caindo de podre. Quem diz o contrário, no mínimo, não conhece a história do período, deveria ler mais, muito mais.


O PT faz um dos piores governos da história do Brasil. E tem intenções monopolistas do poder.

Mas somente civis sem consciência informada e com tendência de pedir que os militares façam o serviço sujo é que pedem (ou apoiam sem saber) um golpe militar, que faria o Brasil voltar à condição de republiqueta, a qual é muito mais fruto de cidadãos mal informados do que de decisões corruptivas no estilo PT de ser.

 

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