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A mostrar mensagens de Dezembro, 2015

Para petistas e não petistas

Entrará em cartaz nos próximos dias um filme que petistas e não petistas deveriam assistir.

É sobre o nazismo e até aí morreu o Neves.

A base de ação do filme parece ser um negócio chamado psicologia do mal, algo já analisado em milhares de páginas, da psicanálise à sociologia.

Como e por que uma pessoa boa de repente sai matando? Terminada a matança, essa pessoa volta pra casa a age como quem fosse uma espécie de santo, justificando tudo o que fez, achando até absurda a ideia de que haja punição para crimes de guerra.

Veremos no filme essas pessoas em ação.

Os alemães aprenderam uma dura lição e revisitam seu inferno para dele apreender alguma coisa útil.

O verbo apreender é bem o termo. Significa compreender em profundidade.

A propósito, um livro poderá preparar os espíritos para o filme. Trata-se do A cura do Doutor Neruda para o mal, um romance do escritor e roteirista Rafael Yglesias, um catatau de 780 páginas.

A pergunta que vi correndo toda a obra é quanto é preciso se envolver com o m…

O alerta de Joaquim Barbosa

A moralização que cheira a cadáver insepulto

Por Lucas Tchermenko

Os sinais estavam apenas na condição de pouca fumaça um certo tempo atrás. Mas já eram os primeiros passos daquilo que parecia ser uma ação orquestrada, com requintes doutíssimos.

Havia como que um acordo de gente colegiada à espera de ações mais agudas por parte de atores políticos, que já se encontravam muito próximos do precipício.

Então, Cunha deu o passo agudo e fez girar a máquina que o observava, com calma e olhar atento, tendo praticamente pronto o documento que doutos senhores gastariam preciosas horas em salamaleques de dissimulação.

Ler sinais do subterrâneo é tarefa difícil. É preciso esperar que certos atos ocorram, que peças aparentemente sem importância comecem a formar um desenho lógico, ainda que pouco óbvio.

Assim, lentamente, um supremo conjunto de doutos começou o movimento que, à esta altura, já pode ser fotografado em estado de conceito.

O conceito começa na constatação de que o Legislativo Federal, em seus dois principais cenários, está quase comp…

Ignorância ou má-fé?

Por Salvatore D' Onofrio


O artigo “Voz das ruas vai derrotar o impeachment” (Folha de São Paulo, 11/12), assinado por Carina Vitral, pelas bobagens apresentadas, não mereceria consideração alguma, se ela não fosse a atual presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), atiçando movimentos das ruas para, no dia 16 próximo, lutarem contra o impeachment da Dilma, considerado apenas como um golpe político, um ato de vingança pessoal de Eduardo Cunha, presidente da Câmera dos Deputados, que está sendo julgado por corrupção ativa e passiva. Isso é pura mentira, pois ela deveria saber que o processo de impeachment não foi instaurado pelo Cunha (ao qual cabia apenas encaminhar o arrazoado já protocolado), mas por ilustres juristas, como Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior, Janaina Paschoal. E estes não acusam Dilma de corrupção, mas de mentira eleitoral, camuflagem de dados, irresponsabilidade fiscal, que levaram nosso País à recente crise econômica e ética. Nada, portanto, co…

A Era PT

Por João Alves


"O pobre não entrava na faculdade. 
O que o PT fez? Investiu na Educação? NÃO, tornou a prova mais fácil.

Mesmo assim, os negros continuaram a não conseguir entrar na faculdade. O que o PT fez? Melhorou a qualidade do ensino médio? NÃO, destinou 30% das vagas nas universidades públicas aos negros que entram sem fazer as provas.

O analfabetismo era grande. O que o PT fez? Incentivou a leitura? NÃO, passou a considerar como alfabetizado quem sabe escrever o próprio Nome.

A pobreza era grande. O que o PT fez? Investiu em empregos e incentivos à produção e ao empreendedorismo? NÃO. Baixou a linha da pobreza e passou a considerar classe média quem ganha R$300,00.

O desemprego era pleno. O que o PT fez? Deu emprego? NÃO. Passou a considerar como empregado quem recebe o bolsa família e não procura emprego.

A saúde estava muito ruim. O que o PT fez? Investiu em hospitais e em infraestrutura de saúde, criou mais cursos na área de medicina? NÃO. Importou um Monte de cubanos que seq…

Ad captandum vulgus: Para cativar a multidão.

Temer sabe mas fingiu não saber que no presidencialismo, sobretudo brasileiro, o vice é sempre decorativo. Também sabe e não disse que o PMDB nunca foi confiável do ponto de vista do PT, que o aceitou na barcarola para poder chegar ao "puder".

A carta de Temer a Dilma, que se inicia com um eruditismo, uma citação em latim ("Verba volant, scripta manent"; o que é dito passa, o que é escrito permanece), é peça destinada a formatar nele, Temer, a postura de estadista, recurso já usado por vários ex-presidentes, de Getúlio a FHC.

Temer foi esperto. Sabia que a carta seria "vazada". Raposa felpuda, ele conhece as maneiras das raposas assustadas que ocupam palácios.

É uma maneira de dizer que vai ser presidente e que não tem pressa para chegar lá, exatamente o contrário do que parece.

Outras cartas virão. Se Temer quer mesmo consolidar a imagem de estadista precisará manter o figurino ao longo do tempo. O que pode ser até um bom sinal. De incendiários desastrados a…