Gays não protegem mulheres

Por Lucas Tchermenko


A jornalista dinamarquesa Iben Thranholm disse esta semana, numa entrevista de televisão, que os homens se tornaram seres efeminados e por isso as próprias mulheres estão ficando indefesas. Rodrigo Constantino publicou a entrevista em seu blog mas não houve discussão.

Iben Thranholm


A jornalista de fala suave e jeito contido não soube conceituar o que disse, mas tocou numa ferida que ainda vai sangrar muito.

Com 50 anos de antecedência, a escritora Ester Vilar escreveu sobre o comportamento feminino que adulterava o status das relações entre homens e mulheres. Não é por acaso que um dos seus melhores livros se chama “Sexo polígamo – o direito do homem a duas mulheres”.

Entenda o sentido do que Vilar escreveu: não se trata de ter duas mulheres como direito adquirido de posse por casamento.

É coisa simbólica: se um homem casado se vê na situação de pai da própria esposa é porque a relação entre eles foi falsificada, escreve Vilar. “Quase sempre por manipulação da mulher”. Ela torna-se filha, no sentido de desfrutar toda espécie de proteção, formulada em termos de proteção aos filhos.

A segunda mulher seria a solução natural, equilibrando o jogo de forças entre eles. Portanto, se esse homem casado encontrar outra amante que faça o mesmo jogo da esposa ele terá impulsos de procurar outra segunda mulher. Em resumo, várias mulheres serão a segunda mulher quanto mais o jogo de inversão de papéis se repita e se mantenha. 


Vilar diz que os homens demoram muito tempo para aprender a lição, o que ocorre somente depois do segundo ou terceiro casamento.

É o poder desse comportamento manipulatório feminino, muito superior ao dos homens, que Iben Thranholm está constatando, pois se tornou um movimento organizado sob o nome de feminismo mas que tomou a forma de seita com objetivos estratégicos ligados a esferas de poder. Muitas mulheres se emanciparam sem precisar da bandeira feminista, ainda que usufrutuárias dos movimentos organizados.

O historiador Yuval Noah Harari lembra, em um dos seus livros, que a revolução de gênero não conseguiu decretar a morte das nossas funções genéticas. Nascemos macho e fêmea e desenvolvemos características básicas que formatam nossa maneira de agir no mundo, o que não impede de um macho adotar o gênero feminino e continuar com as características agressivas do macho.

Um dos problemas que desencadeiam o comentário de Iben Thranholm é o fato de que gays não protegem mulheres, eles as invejam, as paparicam mas nunca serão como elas e por isso podem chegar a odiá-las no auge dos frufrus e caras e bocas que imitam a superficialidade feminina.

Já o macho-macho (não precisando ser alpha) tem naturalmente o ímpeto agressivo para defender aquilo que podemos chamar seu território, é primal, mas funciona como alerta de risco a invasores que estejam dispostos a desfrutar as delícias femininas, funcionando como escudo invisível, fator de proteção imanente já que Deus, o mais imanente dos seres, é criação humana.

É a falta desse escudo que Iben Thranholm está mostrando. As mulheres poderão dizer que não precisam de escudo nenhum. Em termos de direitos civis estão certas, mas precisam lembrar que ninguém combinou isso com nossos genes e que a última mudança em nosso patrimônio genético ocorreu há mais ou menos 100 mil anos e produziu o que somos.

Comentários

Os genes são 99% iguais. Mas aquele 1% começa a achar que não quer mais receber ordens.
Lucas Echimenco disse…
Seja como for, na história da espécie humana nenhuma forma de matriarcado prosperou.

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