A morte do PT

A maior derrota do PT em todos os tempos ocorreu neste 2 de outubro. Mas trata-se de uma derrota que não poderá ser comemorada. Porque o PT não existe mais desde que o mensalão se tornou público. Porque as forças que lhe deram vida já se movem, há muito tempo, em outra direção. Apenas sustentam uma imagem que sabem falsa. O PT hoje é apenas uma lembrança. Por isso, não convém fazer carnaval, antes é preferível o silêncio do dia de finados.

Quero dizer que estivemos, sob o PT, à beira de mais uma desgraça brasileira. Como em 1937, com Getúlio Vargas, quando surgiu um cenário mais ou menos parecido com o criado com o lulismo/petismo. Como em 1954, com o mesmo Vargas, depois 1964, extensão da crise de 1954. Tivemos sorte, o PT fez de tudo para promover um "socialismo por dentro", rancoroso, mentiroso e ladrão. Curiosamente, foi o que nos salvou.

Mas a ladroagem como método de governo engoliu seu dono.

Por outro lado, ocorre a falência de algo que era necessário, o PT, significou, sim, um novo recorte do trabalhismo brasileiro. Despertou novas esperanças, uniu gente como só o PTB fez naqueles tempos citados. Portanto, nada a comemorar, porque comemorações sem a compreensão do que passamos é ilusão.

Essa compreensão, contudo, só será completa quando mais gente se der conta de que o PT passa a ter várias peles a partir de agora. Em Osasco poderá ser PTN, PT de Alguma Coisa ou PSPTB do C. O tempo dirá.

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